A Fórmula 1 e os números da temporada…

Como já é tradição de fim de ano, tanto quanto panetone e troca de presentes, a Pirelli revelou hoje alguns dos principais números da temporada 2015 do Mundial de Fórmula 1, muitos deles relevantes, outros menos, mas igualmente interessantes e curiosos.

Pra começo de conversa, 509 ultrapassagens ao longo de 19 GPs é pouco, muito pouco, já que temos a média de 26 por prova, e há que se considerar a turma que largou no fundo do grid punida com a perda de até 70 posições (na teoria…) e teve de remar para voltar às posições de costume – e você há de concordar que superar McLarens, Manors e Saubers não era tarefa das mais complicadas. Curioso é ver que Lewis Hamilton e Nico Rosberg empataram no quesito com “imensas” três ultrapassagens sofridas cada – esse é o mal de ser o melhor e viver na frente. Lógico que, no caso, estamos falando de manobras de pista, não de posições ganhas nos boxes ou por problemas alheios.

E chama igualmente a atenção o fato de que menos da metade dos pneus efetivamente produzidos tiveram uso, seja em corridas (muitas) ou treinos extraoficiais (pouquíssimos). Em boa parte culpa da chuva que não vinha, mas exigia borracha pronta e disponível do mesmo modo, da Austrália a Abu Dhabi. O número médio de pitstops por piloto (1,88 a cada GP) é inferior ao que desejava a FIA e mostra que, por mais que se tente apimentar as provas, as equipes logo encontram jeito de fazer o jogo virar a seu favor. Sabe-se lá se melhorará em 2016 (sem contar que tudo em excesso enche o saco, como as 60 paradas na Hungria, que fizeram a corrida ser mais movimentada nos boxes do que na pista).

Curiosa aqui foi a criação de uma estatística que não existe de verdade, ao atribuir a Hamilton a condição e piloto mais rápido da temporada (quanto a isso não há dúvidas, lógico), mas somando as 11 poles e oito voltas mais rápidas. Como se diz no interior, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E os 800 quilos de massa (não o Felipe…) e 7 mil sobremesas distribuídas nos paddocks pelo mundo, bem como os 12 mil bonés vendidos são um lado bem menos técnico e mais divertido da coisa. Só não dá para concordar com o diretor de motorsport Paul Hembery ao dizer que foi uma “temporada inesquecível”. Mesmo os números não confirmam a teoria…

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