Como numa avenida de Paris…

Quatro etapas verdadeiras do Rali Dakar, três vitórias e a certeza de que, o que quer que aconteça até a chegada da maratona fora de estrada em Rosario, a missão já está cumprida com louvor. Cada vez mais fica difícil encontrar qualificações para a fera de Haguenau: monstro, canibal, lenda, mito.

       Red Bull Media Content/divulgação

Sebastien Loeb não precisaria fazer mais nada na vida depois dos nove títulos mundiais de rali, do vice-campeonato nas 24h de Le Mans, do recorde estraçalhado na subida de Pikes Peak e das vitórias de etapa no Mundial de Turismo (WTCC), mas, em meio a uma polêmica no Grupo PSA – queria seguir ligado à Citroën, marca que ajudou a consagrar, e acabou “empurrado” para a Peugeot – mostrou que realmente não é desse planeta ao dominar a primeira parte de um desafio inédito.

Lógico que ele se preparou, treinou muito, que o DNA ajuda, mas um Dakar não é coisa que se aprenda fácil, especialmente quando nunca se enfrentou nada parecido antes (o Rali do Marrocos não conta…). Porque o próprio francês fez questão de dizer que ainda se sente inseguro diante das novidades (não esqueçamos que o fiel escudeiro Daniel Elena também é calouro na prova); que não é fácil descobrir o quanto é possível arriscar a cada metro do traçado e como é difícil se sentir à vontade sem uma referência do que vem pela frente, além da que está no road book.

E, a exemplo do que fez nos primeiros anos do WRC, quando redimensionou outros monstros que eram Carlos Sainz e Colin McRae, então companheiros de equipe, ele dá as cartas contra o mesmo Sainz e Stephane Peterhansel, o maior nome da história do Dakar. Tá certo que nem sequer chegamos à metade do desafio, mas quem acreditava que sua majestade não fosse capaz de lutar pela vitória geral já começa a rever os conceitos. O mais legal é ver o próprio Loeb dizer que resgatou o navegador histórico das partidas de bocha (uma leve mentira, já que Elena tem se mantido ativo com uma empresa de gerenciamento esportivo e eventos) e comentar que se sente como no tráfego em Paris, quando escolheu um caminho e descobre que na pista ao lado os carros andam mais rápido. Esse é daqueles para quem os adjetivos começam a escassear. Chapeau!!!!

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