Africa Eco Race: do lado de lá já há campeões…

Enquanto a caravana do Rali Dakar em sua vertente sul-americana ainda tem pela frente quase a metade do caminho (seria o caso de dizer muita terra pela frente, já que areia, com as ausências de Chile e Peru do percurso, há pouca em relação ao habitual), a Africa Eco Race, mostrada pelo blog, chegou ao fim e consagrou seus campeões, depois de 12 etapas por Marrocos, Mauritânia e Senegal, tentando manter o espírito original do Dakar africano, criado por Thierry Sabine.

        Kanat Shagirov

       Pal Anders Ullevalseter (fotos: Africa Eco Race/divulgação)

Num cenário em que a presença de pilotos e equipes oficiais foi quase nula (os únicos foram os russos da Kamaz, com seus caminhões devoradores de desertos), o que se viu foram duas situações completamente distintas nas motos e carros/caminhões. Sobre duas rodas, não só o favoritismo do norueguês Pal Anders Ullevalseter, (fortíssimo piloto com grande experiência em enduro e ralis) se confirmou, com uma KTM, como ele conquistou o bicampeonato com uma vantagem de seis horas para o mais próximo perseguidor, o inglês Andrew Newland. Sim, você leu bem, é como se ele tivesse precisado de um dia a menos de prova para concluí-la.
Sobre quatro rodas, por sua vez, houve disputas e alternância. No fim, festa do cazaque Kanat Shagirov, com uma picape Toyota Hilux Overdrive, à frente do experientíssimo Pascal Thomasse, veterano de mil batalhas. Campeão ano passado, Mathieu Serradori levou seu buggy à terceira posição. Como não houve distinção de categorias, o Kamaz de Shibalov, Amatich e Khisamiev conquistou uma respeitabilíssima sétima posição geral. Em 15°, o navegador brasileiro Maykel Justo, ao lado do português Ricardo Leal dos Santos, que enfrentou inúmeros problemas mecânicos com sua picape Nissan.
O fato inusitado foi ver uma família separada pelas duas provas simultâneas. Campeão do Dakar na década de 1980, René Metge hoje é o organizador e comandante da Eco Race. Enquanto ele trabalhava do lado de lá do Atlântico, seus sobrinhos Michel e Adrien (o segundo é piloto oficial da Honda no Brasil) seguem na disputa do Dakar entre as motos. 
E embora a maratona africana ainda não chegue aos pés da sul-americana em termos de estrutura ou nível técnico, tem crescido a cada ano, com custos mais razoáveis e uma logística mais acessível aos pilotos amadores, ou sem a retaguarda de grandes times. Não por acaso, a ASO, organizadora do Dakar, já começa a falar num retorno depois de encerrado o contrato com argentinos e bolivianos (seria coisa para 2018), valendo-se de etapas na África do Sul, Angola, Moçambique e Zimbábue…
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