A pergunta de um milhão de dólares…

Então estamos a menos de dois meses do início de mais uma temporada do Mundial de Fórmula 1 e uma coisa em especial me intriga, já que ninguém conseguiu responder, ou especular. Não, não se trata do barulho maior dos carros com uma segunda saída de escapamento ligada à válvula de alívio da pressão do turbo (Wastegate), ou mesmo se a Renault vai manter uma dupla de pilotos bastante inferior às suas expectativas. Tanto menos se o novo regulamento de escolha dos compostos de pneus vai trazer incerteza e mudanças.

Estou curioso mesmo para saber qual será o nome da Manor em seu primeiro ano com motores Mercedes e um carro que promete ser muito superior ao antecessor (que era de 2014 ajustado às pressas, com um motor, digamos, antigo, não daria mesmo para ser pior). Acontece que o nome é de propriedade de John Booth desde que criou um time que foi crescendo no automobilismo britânico até ter a chance de dar o salto, primeiro em conjunto com Richard Branson (Virgin); depois com os russos (Marussia).

        Manor F1 Team/divulgação

Booth (e seu escudeiro Graeme Lowdon), se você não sabe, abandonaram o barco no fim do ano passado, e parece que agora vão voltar as atenções para a endurance. E o empresário Stephen Fitzpatrick, que assumiu o controle do time no começo de 2015, salvando-o da falência, já disse que gostaria de adotar um novo nome, que ninguém sabe qual é. Aliás, a comissão de F-1 da FIA sabe, mas, pelo visto, não deu o aval. E Bernie Ecclestone deu uma pequena pista ao afirmar que nenhum dos nomes históricos da categoria retornaria, a não ser que totalmente coerente com o passado da escuderia – quer evitar problemas como da Lotus, que voltou em dose dupla em 2010. Se havia algum desejo de retomar Tyrrell, Brabham, BRM, Toleman ou coisa que o valha, morreu já no nascedouro.
Pois a por enquanto Manor, que se reforçou com o ex-Ferrari Nick Tombazis (se bobear vai viver situação semelhante à do antecessor Aldo Costa, que saiu chutado de Maranello e hoje brilha na Mercedes), precisa inclusive da aprovação da maioria das rivais para ganhar novo nome, sem perder os bônus de Tio Bernie. E ficaria no mínimo estranho manter o atual sem qualquer vínculo com seus detentores. Não que vá mudar o preço do dólar ou a cotação da Nasdaq, mas não deixa de ser curioso, e ainda aberto a surpresas. Vamos ver…
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