LMP3: a bola da vez…

O leitor me perdoe a rima vagabunda, mas eu não perderia a chance. O Automobile Club d’Ouest, organizador das 24h de Le Mans e do Mundial de Endurance, pelo visto, atirou no que viu e acertou o que não viu ao criar um terceiro nível na hierarquia dos protótipos, mais barato e acessível que os LMP2, e mais desenvolvido e exigente do que os CN. Pois o que os cinco fabricantes escolhidos (Ligier/OnRoak, Adess, Ginetta, Riley/Ave e Dome) estão fazendo – tem gente que ainda não mandou o carro à pista – é se inspirar nos carros maiores e não buscar soluções nos mais simples, que povoam campeonatos mundo afora. Lógico que dentro das restrições do regulamento da LMP3, que impõe um motor V8 Nissan de 420cv, câmbio X-Trac e um preço de venda dos carros que não supere os 206 mil euros.

O mais engraçado é que quem saiu na frente… acabou superado. Os britânicos da Ginetta se apressaram em mandar seu carro à pista ano passado, e venderam um bocado porque não tinham compania. Bastou a turma de Jacques Nicolet e do saudoso Guy Ligier revelar a carta na manga e o protótipo da terra de sua majestade ficou imediatamente superado (e olha que mal houve confronto direto, bastaram os tempos obtidos em testes para mostrar que a briga era desleal. E se a presença na European Le Mans (ELMS), principal série para os P3, foi modesta ano passado, desta vez os organizadores terão trabalho para ajustar todo mundo no grid – a lista sai sexta-feira. Uma rápida conta me fez chegar a 24 unidades, e ainda há aqueles que vão alinhar no Francês de GT, que aceitará os protótipos, e na série VDV de endurance.

Pois há quem tema que os P3 promovam o fim da GT3, já que são mais baratos para comprar e manter, mais simples de acertar e… mais carros de corrida do que os esportivos travestidos. Muitos pilotos de nome, não apenas gentlemen drivers, estão se juntando à brincadeira, e a cereja do bolo este ano será a disputa de uma prova na semana das 24h de Le Mans. Nos grids da IMSA eles ainda não têm espaço, mas é questão de tempo para que também do outro lado do Atlântico eles se tornem sensação – e ainda há a Asian Le Mans Series. Quem fabrica, quem acelera e quem assiste não tem motivos para reclamar, muito pelo contrário…

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European Le Mans Series/divulgação

 

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O Riley/Ave da equipe Murphy Prototypes

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