Unique, Magique, Mythique… como só Le Mans pode ser

Paris anda mesmo agitada e agora, felizmente, é por bons motivos. Dois dias depois de a Renault oficializar sua volta à Fórmula 1, foi a vez de o Automobile Club d’Ouest (ACO) fazer seus anúncios, que não são poucos: tivemos a divulgação das listas de participantes da European Le Mans Series (com 20 LMP3, confirmando o bom momento comentado no post dessa semana); do Mundial de Endurance e, principalmente, das 24h mais famosas do esporte motor mundial. Com ênfase em três palavras absolutamente verdadeiras: única, mágica e mítica, a campanha publicitária em torno da prova apenas confirma o que todo fã, mesmo o que nunca esteve no circuito da Sarthe, já sabe: é automobilismo na sua essência e no que há de melhor. Mais do que isso, é experiência de vida; peregrinação que deveria ser obrigatória na vida de um “petrolhead”.

E foi divertido ver como um inglês que comanda a comissão de Endurance da FIA fez questão de se expressar no idioma dos donos da casa, não sem motivos. Afinal, além de gentleman driver de respeito no seu tempo (relativamente recente), Lindsay Owen-Jones foi um dos responsáveis pela criação do império… L’Oreal Paris. E ao lado de Pierre Fillon e Vincent Beaumesnil, apresentou uma temporada que promete… Ainda que a grande novidade seja mais o aumento do número de boxes (e de inscritos, agora 60), e menos o retorno da Ford 50 anos depois de sua primeira vitória com o GT40. É que este ano, além de uma montadora a menos na LMP1 (a Nissan e sua mal-fadada experiência), Audi e Porsche encolheram seus efetivos, o que diminui a lista de candidatos à vitória e a perspectiva de brigas na pista, e, querendo ou não, a briga pelo triunfo geral é sempre o que mais atrai.

Felizmente há notícias positivas, como a confirmação da presença de Fredéric Sausset, pluriamputado, no comando de um Morgan LMP2 – desta vez a Garage 56 abre espaço não para uma tecnologia nova, mas para a inclusão. E é curioso, embora já fosse esperado (não sei porque tanta gente se surpreendeu com o anúncio) que a Manor finque sua bandeira na LMP2, com um Oreca-Nissan, esse aí, da foto. A Manor, digamos “original”, de John Booth e Graeme Lowdon, que andavam de pires na mão na F-1, mas com suas McLarens GT estacionadas no paddock. Como seria complicado trocar o nome da escuderia do circo (lembram do post sobre a pergunta que não queria calar?), teremos Manor em dose dupla, mas, neste caso, seis não é igual a meia-dúzia. No mais, tomara que, em todos os campeonatos e provas organizados pelo ACO, tenhamos mesmo momentos únicos, mágicos e míticos…

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