Haas no dos outros é refresco…

Ok, o blog anda concentrado na F-1 por estes dias, e não é que tenha faltado assunto nas demais categorias e campeonatos, mas é questão de falar mais de quem mais tem dado assunto. E a última agora vem da onda de críticas direcionadas à novata Haas F-1 depois da estreia sensacional na Austrália (que não se sabe se será repetida com frequência a partir do Barein, no fim de semana). De todo modo, tem bastante gente torcendo o nariz para a iniciativa comandada por Gene Haas e sua turma, que procurou levar ao máximo a colaboração com a Ferrari, o que não quer dizer que o VF-16 seja um SF15 disfarçado.

A turma que sempre gritou contra a possibilidade de vender carros do ano anterior a times menores ou criar equipes-satélites voltou à carga, com Pat Symonds, da Williams, Monisha Kaltenborn, da Sauber, e Vijay Mallya, da Force India, puxando a fila. Para o primeiro, a forma encontrada pela Haas para fechar seu pacote técnico pode acabar por inviabilizar os construtores menores. Bom, só me veio à cabeça que Frank Williams cansou de ganhar dinheiro ao vender chassis a times nanicos nas décadas de 1970 e 1980. E que andou fornecendo caixas de câmbio e sistemas híbridos à Manor recentemente. Assim como a Force India andou tendo suporte de McLaren e Mercedes.

A Haas não fez diferente, por exemplo, da Hispania, que também se apoiou na Dallara para fabricar seu primeiro chassi. Só que o orçamento é maior, o planejamento foi mais bem feito e o time enxergou bem o que precisava fazer para não passar vexame. Lógico que quem fica para trás com a chegada dos novatos vai gritar, mas se há um lugar em que quem tem competência se estabelece é no circo. Curioso é que ninguém reclamava tanto quando a Toro Rosso se valia exatamente do mesmo projeto da irmã maior Red Bull. Sinal de que os norte-americanos chegaram incomodando, exatamente como pretendiam. Bom para a F-1…

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Fórmula 1: e os pilotos deram o grito

Os tempos estão mudando. O que era considerado o grupo de profissionais mais egoísta do mundo resolveu somar esforços e reclamar por espaço e opinião – sim, estou falando dos pilotos do Mundial de Fórmula 1, reunidos em sua associação, a GPDA. Que por muitos anos foi vista como uma instituição nula, já que, no frigir dos ovos, sempre haveria quem roesse a corda, desse uma banana para a segurança ou se preocupasse em não desagradar os patrões.

Pois a carta divulgada hoje, tendo como principais signatários Sebastian Vettel e Jenson Button pode ser encarada como o início de uma nova era. De tanto comentar aqui e ali, timidamente ou menos, as estrelas do circo se indignaram de vez ao ver que suas opiniões não são levadas em conta, por exemplo, para mudar o sistema da qualificação ou definir as novas regras para 2017. E o texto não é leve, fala que o sistema atual de decisões é “antiquado, equivocado e muitas vezes leva a mudanças que provocam efeito contrário ao esperado, e afastam o espectador da TV ou dos autódromos”. Cobram de quem tem o poder um plano de negócios e estratégia claro, de longo prazo, não essa história de mudar e desmudar regras de uma hora para outra.

Se o restante da turma (FIA, times, Bernie Ecclestone) ainda não notou, o que não parece ser o caso, os pilotos entenderam que é preciso mudar de forma certa, ou a galinha dos ovos de ouro, os salários milionários e o desafio proporcionado por uma categoria sem paralelo vão desaparecer. E olha que não é a primeira iniciativa do gênero. No Mundial de Rally (WRC), pilotos e navegadores também começaram a dar o grito, lembrando que são eles que arriscam a vida nas estradas de terra e asfalto pelo mundo e que sua opinião tem peso próximo de zero. Aplausos para a GPDA e aguardemos os próximos capítulos de uma história que promete mexer com o automobilismo internacional, antes que seja tarde.

GPDA

É…bom, quer dizer… (Coluna Sexta Marcha – GP da Austrália)

Largada do GP da Austrália, Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen surpreendem Nico Rosberg e Lewis Hamilton e saltam na frente. Pronto, teremos uma temporada daquelas, nada será insosso e de dar sono como ano passado. Se eu fosse um desses adolescentes vidrados em Whatsapp ou outro aplicativo de mídia social, completaria a frase com um #SQN, que, pra quem não conhece, é uma abreviação preguiçosa e divertida de ‘só que não’.

Porque tudo o que a Fórmula 1 não precisava na busca desesperada por audiência e prestígio que andaram sumindo vertiginosamente nos últimos anos era de um fim de semana como o de Melbourne. Começou com a qualificação desastrosa – e eu achava que valia a pena tentar embora o sistema atual tivesse lá sua emoção. Mas o problema de decidir apenas no papel sem a certeza de como será na prática é que tudo pode se revelar um desastre, como realmente foi. Alguém inicia o Q3 com uma volta tão rápida que pode desestimular a concorrência a tentar qualquer coisa. E aí não tem eliminação, olho no cronômetro, ansiedade até o fim, como não foi o caso.

Continua com o assustador acidente entre Fernando Alonso e Esteban Gutiérrez, que confirma que tragédia, ainda que não tenha havido alguma (felizmente), ainda vende e chama a atenção bem mais do que qualquer ação na pista. Não se via nada parecido desde Robert Kubica no Canadá’2007 (o acidente que proporcionou a estreia de Vettel nos EUA) e, lá como cá, é de se louvar o grau de resistência da célula de sobrevivência. Só que a imagem da segunda-feira não é Nico Rosberg festejando no alto do pódio, e sim o espanhol no avião de volta para casa lendo o jornal que mostra uma de suas capotagens com os dizeres “o mais sortudo homem vivo”.

Para piorar as coisas, a chacoalhada na estratégia de pitstops acabou beneficiando quem menos precisava dela. Antes mesmo da bandeira vermelha Hamilton já havia feito sua parada e apelado para o único jogo de pneus médios que escolheu. Vettel também já tinha parado, mas poderia trocar os pneus quando os carros se enfileiraram nos boxes, exatamente como faria o futuro vencedor. A turma de vermelho (a equipe e o composto de borracha) manteve a aposta e é desnecessário dizer no que deu, depois do começo de prova sensacional dos carros de Maranello. Não bastasse isso, tudo o que não se pôde falar por rádio durante a prova foi repassado pelos engenheiros aos pilotos na parada forçada.

Some tudo é dá para entender o motivo de Tio Bernie e outros usarem até palavrões para definir o que aconteceu. Ultrapassagens até que houve, momentos positivos também – a estreia da Haas foi uma agradável novidade (só para Sauber e Manor que não…), mas o saldo esteve longe de ser o esperado. Quer dizer que vai acontecer ao longo de todo o ano e em todas as pistas? Cedo para prever. Mas é bom que as próximas mudanças e ideias sejam bem mais discutidas, testadas e os pilotos ouvidos, ou  a temporada vai se transformar num eterno muro das lamentações. O que, a essa altura, para o circo, é o pior que poderia acontecer.

*** Em tempo, teve gente reclamando que a categoria não cumpriu a promessa de revelar quem foi o piloto da corrida na opinião dos internautas, outra novidade para este ano. Cumpriu sim, mas com atraso, só na segunda-feira. E se Romain Grosjean foi (justamente) indicado, a quantidade de gente que disse ter votado em Rio Haryanto mostra que a iniciativa também não dura muito…

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F-1: o blog também tem seu guia

Não era ideia das mais simples, mas o blog já está maduro o suficiente para iniciativas do tipo. Como editar seu próprio guia de apresentação da temporada do Mundial de Fórmula 1, que feliz e finalmente começa neste fim de semana nas ruas do Albert Park, em Melbourne – sempre com muitas especulações, algumas certezas e várias dúvidas, que apenas o desenrolar do calendário vão elucidar. O pensamento inicial foi de fazer algo mais do que simplesmente largar um bocado de números e estatísticas aqui, e aí veio a vontade de criar uma espécie de revista virtual. Por isso o espaço ficou meio na muda nos últimos dias. Abaixo há um raio-x de equipes, pilotos e circuitos, análises, as novidades e o que está em jogo. Espero que o amigo leitor goste do resultado, e do que não gostar que comente, critique, sugira.

 

Tá começando a ficar bom…

powerÉ sempre assim, por mais que se crie campeonatos e eventos para os primeiros meses do ano. É março deslanchar e com ele os campeonatos começam ou embalam – do lado de cima do Equador o clima é o adversário, por aqui é a tradição mesmo. E a agenda do fim de semana de velocidade traz muita coisa boa, com destaque para o início da Indy nas ruas de Saint Petersburg, e num ano que marcará a centésima edição das 500 Milhas de Indianápolis, o que, por si só, já vale a temporada – e a foto é da bela decoração especial da Penske para os 50 anos da equipe, que o moço da imagem, tal Will Power, fez questão de estragar nos treinos livres ao destruir a lateral de seu Dallara depois que… largou as mãos do volante.

A Nascar já está em velocidade de cruzeiro (ou talvez fosse melhor dizer de Stock Car em superoval), assim como as Superbikes, à espera do retorno do circo em Melbourne, quando tudo o que se especulou ou se levantou de dúvidas começa a ser respondido e aí a coisa esquenta de vez (assim esperamos). A Fórmula E encara seu primeiro circuito de verdade, na realidade um pedaço do Hermanos Rodríguez ajustado para as máquinas elétricas.

Por aqui, destaque para o começo de mais um campeonato da F-Truck (atenção para o começo antecipado, já que a Band emenda a prova com a Indy, para felicidade geral da nação), o Brasileiro de Rally (velocidade) que também larga, em Santa Catarina, e mais uma categoria que se despede de Curitiba, a Porsche Cup. Viu como não falta coisa boa?

Internacional

Verizon Indycar Series: primeira etapa – GP de Saint Petersburg

Indy Lights: primeira etapa – Saint Petersburg

Pirelli World Challenge: segunda etapa – Saint Petersburg

Nascar Sprint Cup: terceira etapa – Good Sam 500 (Phoenix)

Nascar Xfinity Series: terceira etapa – Axalta 200 (Phoenix)

Fórmula E: quinta etapa – Cidade do México

Mundial de Superbikes: segunda etapa – Buriram (THA)

 

Nacional

Brasileiro de F-Truck: primeira etapa – Santa Cruz do Sul (RS)

Brasileiro de Rally de Velocidade: primeira etapa – Pomerode (SC)

Porsche Cup/Challenge: primeira etapa – Curitiba

 

Na telinha

Sábado (12)

15h                Fórmula E: etapa do México (treino oficial)                        Fox Sports 2

18h45           Fórmula E: etapa do México (corrida)                        Fox Sports 2

20h30           Nascar Xfinity: etapa de Phoenix                                 Fox Sports 2

Domingo (13)

12h30                F-Truck: etapa de Santa Cruz do Sul                          Band

14h           Indycar: GP de Saint Petersburg                                 Band

16h30           Nascar Sprint: etapa de Phoenix                                   Fox Sports 2

Sai a Auto GP… entra a Auto GP…

Os leitores mais antigos do blog já leram muito sobre a Auto GP, que nasceu como Italiano de F-3000, virou Europeu, Euroseries e, em 2009, passou a ter o último nome (era hora…), adotando os chassis Lola que formavam a base do campeonato da A1GP, a “Copa do Mundo da Velocidade”, em que os times representavam países, e que foi ponto de passagem para muita gente boa.

Antes de mais confusão, fiquemos com ela, a Auto GP, que nasceu do esforço de Enzo Coloni e do filho Paolo, dupla que chegou a alinhar na Fórmula 1 com uma equipe modestíssima, pela qual passaram, entre outros, Roberto Moreno e Gabriele Tarquini. Com a força dos motores Zytek e uma premiação razoável em dinheiro, a ideia era dar uma alternativa a quem não tinha orçamento para disputar a GP2 ou a Renault World Series, mas queria um equipamento igualmente potente. Tanto que o primeiro campeão foi um certo Romain Grosjean, que começou ali a trocar a imagem de piloto estabanado pela consistência e pelos bons resultados.

Tudo ia bem até que, no ano passado, depois de apenas duas etapas, Coloni resolveu jogar a toalha. Apesar da atratividade do campeonato e de uma tentativa de parceria com os holandeses da obscura série Acceleration FA1 (que usava os mesmos carros), os grids estavam minúsculos, e ele optou por cancelar o restante da temporada – e a parada se deu com Antonio Pizzonia na liderança – prometendo que retornaria em 2017, sabe-se lá como.

Pois o campeonato está de volta, mas com um regulamento diferente. Antes de mais nada, voltará a ser disputado apenas em pistas italianas. E, se os Lola seguem firmes, abriu-se a possibilidade de participação dos chassis da primeira geração da GP2, bem como os da F-3000, da World Series e até mesmo um ou outro F-1 de colecionador que queira se juntar ao grid. É fórmula e tem motor de mais de 2.000cc, tá dentro. A expectativa da organização é de que os times mais profissionais e os melhores pilotos estarão com os carros tradicionais da categoria, e levarão a melhor. Tanto assim que não se fala por enquanto em Balance of Performance ou coisa parecida. Quem chegar na frente leva, independentemente do que esteja pilotando. Merecem elogios  o fato de Coloni ter cumprido a palavra e a ousadia de manter a série em tempos difíceis. Se a Auto GP estava morta, viva a Auto GP…

Auto GP

Revelados os pneus para Melbourne

Como prometido, a Pirelli revelou as escolhas dos times em termos de pneus para Melbourne, e uma coisa ficou clara: a opção principal é pelos compostos mais macios e dificilmente alguém vai tentar o pulo do gato com uma estratégia diferente, se é que a diferença entre macios e supermacios será a de costume. Curioso como Mercedes e Ferrari parecem ter combinado, já que as definições de uma e outra são muito parecidas. Seis jogos de supermacios para Hamilton, Rosberg, Vettel e Raikkönen, mostrando que, no time alemão, a confiança é total no comportamento do carro com a borracha mais macia, o que nem sempre era o caso ano passado. E que a turma do Cavallino Rampante segue acreditando que o acerto do carro é mais adequado às mesmas condições.

O xis da questão é que veremos pneus vermelhos em ação também nos treinos livres, ou a conta não vai fechar – e aí, mesmo com mais combustível no tanque, os tempos serão mais baixos, mesmo porque a pista vai ficar mais emborrachada, e mais rapidamente. Os médios (ou o médio, no caso da maioria), será mesmo uma opção de segurança, e eu não apostaria em ver pneus com a banda branca em ação durante o fim de semana, a não ser nas primeiríssimas voltas. A mais ousada, se é possível dizer isso, foi a Red Bull, com sete supermacios, apenas quatro macios e dois médios para Ricciardo e Kvyat. Aí parece não haver meio termo, ou dá um salto por conta da escolha ou vai ficar para trás sem pneus no fim. O primeiro objetivo dos organizadores e de algumas equipes, de embaralhar a estratégia e criar novas variáveis, por enquanto não disse a que veio. Vejamos se a resposta da pista desmente isso.

Falando em pneus, o pneu bf goodrich esta dando um show. Principalmente a linha bf goodrich all terrain. Maiores informações clique e saiba mais (https://www.autopecascastro.com.br/pneus)

 

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A agenda voltou… com Curitiba que se vai

A movimentação nas pistas e estradas do Brasil e do mundo já justifica a volta da agendinha tradicional da velocidade no blog. Pena que as coisas comecem no Brasil, primeiro, ainda sob impacto das suspeitas da ação voluntária de comissários da CBA para prejudicar pilotos na Stock Car – e ao menos uma comissão foi aberta para investigar as denúncias, se vai trazer resultado prático são outros quinhentos. E segundo, por uma pista que a cada dia se aproxima de desaparecer do mapa. A mesma Curitiba que foi palco do Mundial de Turismo (WTCC), recebeu etapa do finado BPR GT Series (o que seria hoje a Blancpain Sprint Series), foi um dos primeiros e principais locais para provas de arrancada no país, verá o Autódromo Internacional Raul Boesel sucumbir à especulação imobiliária, dar lugar a condomínios e coisas do tipo. O mesmo fim melancólico de Jacarepaguá, sem nenhuma perspectiva de outro autódromo nas imediações para suprir a perda. E a inauguração próxima do Circuito dos Cristais, em Curvelo (MG), ameniza, mas não esconde o problema – quando duas praças se fecham e apenas uma se abre, o esporte sobre rodas é quem sai perdendo.

Teremos como atração da última visita da Stock a corrida de duplas que, eu já comentei, deveria ser uma prova festiva, ela sim a corrida do milhão, sem valer pontos para o campeonato. Neste ano valerá menos e apenas os seis primeiros pontuarão, o que já é um avanço. No mais, a Nascar desembarca em Las Vegas; o Mundial de Rally é a atração na região de Guanajuato, no México, e a telinha já traz um bocado de coisa boa. Curtamos então…

toca de pilotos ch peq

 

Internacional
Mundial de Rally (FIA WRC): terceira etapa – Rally do México
Nascar Sprint Cup: terceira etapa – Kobalt 400 (Las Vegas)
Nascar Xfinity Series: terceira etapa – Boyd Gaming 300 (Las Vegas)
V8 Supercars: primeira etapa – Adelaide

Nacional
Brasileiro de Stock Car: primeira etapa (prova de duplas) – Curitiba
Brasileiro de Turismo: primeira etapa – Curitiba
Mercedes-Benz Challenge: primeira etapa – Curitiba
Brasileiro de Rally Cross-Country: primeira etapa – Rally de Barretos

Na telinha
Sábado (5)
12h    Brasileiro de Stock Car (treino oficial)        Sportv 2
18h10    Nascar Xfinity: etapa de Las Vegas                         Fox Sports 2

Domingo (6)
9h10    Brasileiro de Turismo (etapa de Curitiba)     Sportv3
12h    Brasileiro de Stock Car (corrida)        Sportv 2
17h    Nascar Sprint: etapa de Las Vegas                         Fox Sports 2

Política e velocidade…

Essa veio da terra da liberdade e democracia (ao menos assim eles se definem), e mexeu com a comunidade do automobilismo. Ocorre que estamos em plena corrida eleitoral nos EUA e Brian France, o CEO da Nascar, sinônimo da organização, que também controla a IMSA, resolveu aparecer num evento do pré-candidato republicano Donald Trump, o bilionário que andou defendendo teorias complicadas (como uma limpeza dos imigrantes ilegais da terra do Tio Sam na base da expulsão pura e simples).

Aí você pode dizer que cada um tem direito a opinar, que lá até os jornais se posicionam oficialmente e isso não é problema. E talvez não fosse se um certo Marcus Lemonis não viesse a público, via Twitter, criticar a postura do cartola, dizendo que política e business não se misturam. Mas aí você vai perguntar: who the hell é Marcus Lemonis? É apenas o presidente da Camping World, a cadeia de lojas para acampamentos e afins que patrocina a Truck Series. E que, como nasceu no Líbano, não gostou nada das declarações de Trump. E que poderia perfeitamente suspender o patrocínio como represália, o que ainda não foi cogitado.

Mais uma prova de que política e velocidade não devem se misturar – não estou falando de ex-pilotos que se candidatam, como El Lole Reutemann, mas de quem resolve se posicionar em público. France é a Nascar, não adianta separar uma coisa da outra. E já que lembramos Reutemann, acho que só na Argentina a publicidade de candidatos é permitida ainda, e costuma aparecer nas pistas e ralis. Mas acredito que nem lá dure muito…