Sai a Auto GP… entra a Auto GP…

Os leitores mais antigos do blog já leram muito sobre a Auto GP, que nasceu como Italiano de F-3000, virou Europeu, Euroseries e, em 2009, passou a ter o último nome (era hora…), adotando os chassis Lola que formavam a base do campeonato da A1GP, a “Copa do Mundo da Velocidade”, em que os times representavam países, e que foi ponto de passagem para muita gente boa.

Antes de mais confusão, fiquemos com ela, a Auto GP, que nasceu do esforço de Enzo Coloni e do filho Paolo, dupla que chegou a alinhar na Fórmula 1 com uma equipe modestíssima, pela qual passaram, entre outros, Roberto Moreno e Gabriele Tarquini. Com a força dos motores Zytek e uma premiação razoável em dinheiro, a ideia era dar uma alternativa a quem não tinha orçamento para disputar a GP2 ou a Renault World Series, mas queria um equipamento igualmente potente. Tanto que o primeiro campeão foi um certo Romain Grosjean, que começou ali a trocar a imagem de piloto estabanado pela consistência e pelos bons resultados.

Tudo ia bem até que, no ano passado, depois de apenas duas etapas, Coloni resolveu jogar a toalha. Apesar da atratividade do campeonato e de uma tentativa de parceria com os holandeses da obscura série Acceleration FA1 (que usava os mesmos carros), os grids estavam minúsculos, e ele optou por cancelar o restante da temporada – e a parada se deu com Antonio Pizzonia na liderança – prometendo que retornaria em 2017, sabe-se lá como.

Pois o campeonato está de volta, mas com um regulamento diferente. Antes de mais nada, voltará a ser disputado apenas em pistas italianas. E, se os Lola seguem firmes, abriu-se a possibilidade de participação dos chassis da primeira geração da GP2, bem como os da F-3000, da World Series e até mesmo um ou outro F-1 de colecionador que queira se juntar ao grid. É fórmula e tem motor de mais de 2.000cc, tá dentro. A expectativa da organização é de que os times mais profissionais e os melhores pilotos estarão com os carros tradicionais da categoria, e levarão a melhor. Tanto assim que não se fala por enquanto em Balance of Performance ou coisa parecida. Quem chegar na frente leva, independentemente do que esteja pilotando. Merecem elogios  o fato de Coloni ter cumprido a palavra e a ousadia de manter a série em tempos difíceis. Se a Auto GP estava morta, viva a Auto GP…

Auto GP

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