Repetir o erro é burrice

Primeiro foi a Fórmula 1, com a ideia de movimentar os treinos de qualificação que se revelou um desastre no tempo de dois GPs – e agora começam a surgir dúvidas sobre a real eficiência das medidas previstas para 2017 e a ideia de limar até três segundos por volta, em média, com pneus mais largos e aerodinâmica mais eficiente. O problema é quando a coisa se repete em outra categoria completamente diferente e o caminho pode ser o fracasso total. Estou falando do WRC, que ano que vem também passará por uma chacoalhada técnica, com carros mais largos (taí um esboço do VW Polo), mais potentes e, na teoria, mais espetaculares.

polo2017

Só que… os primeiros testes com modelos 2016 adaptados às novas regras mostraram que os carros efetivamente estão mais rápidos e, por outro lado, mais estáveis. Quem andou, caso do bicampeão Marcus Gronholm, diz que eles parecem andar sobre trilhos, de tão equilibrados. Ora, nós estamos falando de uma modalidade em que derrapar não ajuda a ser mais rápido (na maioria dos casos), mas ajuda as provas a ficarem mais espetaculares. E outro problema da série “como ninguém pensou nisso antes” apareceu. Diz o regulamento FIA que a média horária de uma prova especial não pode superar os 120km/h, o que, em alguns casos, é velocidade que chega, considerando os trechos muito travados, as freadas constantes e quebras de ritmo. Trata-se, acima de tudo, de uma determinação de segurança.

Pois ralis como o da Finlândia, em que as especiais (na terra) já são velocíssimas, começam a temer pela integridade das duplas e do público, já que os carros passarão ainda mais rápido. E capotar a 230 km/h em meio a uma floresta de eucaliptos imensos não deve ser uma experiência agradável. Haverá duas formas de encarar a situação: ou se parte os trechos em dois ou três e boa parte de sua magia se perde ou se age no desempenho dos carros para evitar uma potencial carnificina. Sei que pode ser tarde para revolucionar a revolução, mas é bom agir antes do que ter que consertar a bobagem depois, como a F-1 acabou de ensinar

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