A saga dos goleiros velozes, parte 338,5

Quem é leitor habitual do blog sabe que eu já andei falando de figuras como Santiago Cañizares e Pato Abbondanzieri que, quem gosta de futebol sabe que ganharam a vida embaixo das traves, evitando gols alheios. E os posts versavam sobre automobilismo, porque tanto um quanto o outro andaram acelerando nas pistas e estradas do mundo. E não são os únicos. Lógico que já comentamos também a saga do mais famoso do grupo, um certo Fabien Barthez que, título mundial na mão, já podia se dar por satisfeito, mas resolveu mostrar que poderia ser piloto dos bons. No embalo de sua estreia no comando de um protótipo LMP2, que não é uma máquina qualquer, na etapa de abertura da European Le Mans Series (ELMS), trago ainda outro ex-goleiro que começa a dar seus primeiros passos de macacão e capacete, sem entender qual o fascínio que faz com que haja muito mais ex-atletas da posição do que atacantes e zagueiros correndo.

Barthez ainda é, para efeito de classificação no ranqueamento da FIA, um gentleman driver. Mas alguém que já foi campeão francês de GT (com uma Ferrari 458) e se diverte hoje no comando de um Ligier-Nissan de 600cv com tempos mais que razoáveis em Silverstone está longe de ser um amador. Mesmo porque o carequinha resolveu juntar forças com Olivier Panis e criar um time (Panis Barthez Competition) que ainda alinha um LMP3 na mesma série. E não fosse um insistente problema elétrico que complicou a vida dos companheiros de equipe do ex-goleiro e o lugar no pódio estava assegurado – e olha que o nível da competição este ano está mais alto do que nunca.

Pois na Itália, um guarda-metas (sim, isso mesmo) de menor expressão internacional, mas que chegou a defender o Chelsea na Champions League de 2003, resolveu se transformar em piloto de rali. Marco Ambrosio, de 42 anos, se destacou na Sampdoria, jogou ainda por Atalanta, Verona, Chievo e Grasshoppers. E, na primeira etapa do Italiano, se inscreveu na prova regional (mais curta), com um Peugeot 208 R2, registrando tempos bastante promissores, que reforçaram a vontade de seguir brincando de forma séria. O hoje preparador de goleiros do Brescia explica que a paixão vem da infância, dos tempos em que acompanhava o pai na beira das estradas para ver a passagem dos ralis por sua região. “No meu quarto eu tinha tanto os pôsteres dos grandes jogadores da época quanto dos pilotos. Acabei seguindo no futebol, mas era algo que sempre quis fazer. E entendo que é preciso encarar o rali com humildade, degrau a degrau, que é como pretendo fazer até ganhar maior experiência.”

E o proprio Ambrosio encontra uma explicação interessante para o fato de ele e tantos goleiros se deixarem seduzir pela velocidade de verdade. “Para andar a 150km/h no meio de casas e muros é preciso uma bela dose de inconsciência. E o que você acha que leva um cidadão a querer atuar no gol, levando chutes e tendo que impedir que a bola entre? É muito parecido…”

barthez

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