Glu, glu, glu, abram asas pra perua…

Tomei emprestados, com uma leve mudança, os versos de uma das músicas do inesquecível Vinícius de Morais em uma de suas obras-primas (o infantil Arca de Noé) pra comentar o fato de que elas estão cada vez mais em alta nas pistas do mundo. Falo das peruas, nome que nós, brasileiros, demos às station wagons, estates, breaks, carrinhas ou como mais são chamadas nos diferentes países. Se formos pensar com a lógica, só mesmo razões de mercado para explicar que modelos mais compridos, mais pesados e normalmente dotados de uma aerodinâmica mais desfavorável encarem sedãs e hatches na tentativa de vencê-los. No fundo é isso mesmo, mas, com a evolução da tecnologia e dos materiais e a invenção do tal do “Balance of Performance”, que tira peso daqui e acrescenta ali; limita a cavalaria de um lado e libera do outro, ficou mais fácil equilibrar as coisas.

Ainda mais quando você tem um modelo como a Civic Tourer, que, com linhas bastante favoráveis – mais parecia um hatch esticado – chegou a vencer corridas no BTCC, o Inglês de Turismo. Que, nos anos 1990, foi palco da estreia das peruas Volvo 850 alinhadas pela equipe de Tom Walkinshaw e comandadas por Rickard Rydell e Jan Lammers.  E que hoje tem Jason Plato, Colin Turkington (dois ex-campeões). Warren Scott e James Cole no comando de quatro peruas Subaru Levorg, desenvolvidas sob o conceito dos New Generation Touring Cars (NGTC).

E antes que você pense que é maluquice britânica. saiba que a divisão esportiva da Seat Italia resolveu preparar uma versão ST de seu León Cupra para encarar o Italiano de Turismo na categoria TCS (quase um Grupo N, com um mínimo de modificações possível). E espera, além de mostrar que ela encara a briga, vender alguns exemplares a times privados.

Como eu não poderia deixar o Brasil de fora, por aqui teve perua acelerando também, nos autódromos e fora deles, em ambos os casos criações da Fiat. Houve uma Marea Turbo montada para encarar as Mil Milhas, nos bons tempos em que eram disputadas regularmente, e houve outra que eu conheci bastante de perto (e registro uma imagem, de qualidade mais ou menos), uma Palio Weekend Adventure 16V montada no ano 2000 para encarar o Mineiro de Rally. Com quase 120 quilos a mais do que o Palio 4p e uma distribuição de peso nada ideal, ainda fez bonito nas mãos de Eduardo Zenóbio e Marcus Tucano, mas não dava para vencer provas. E ganhou um apelido carinhoso que fazia todo o sentido, era a “Popozuda”. De todo modo, é diferente, chama a atenção e mostra que é bom um bocado de diversidade nos grids. Sim, abram alas pras peruas…

LeonSW

 

civictourer-278   Adventure

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