‘A Cursa’ a mais de 100…

Seria uma tremenda maldade falar da centésima edição da Targa Florio antes do evento propriamente dito e simplesmente ignorá-lo depois, tanto mais que não era questão apenas da terceira etapa do Campeonato Italiano de Rally (CIR), mas de uma série de homenagens e cerimônias para marcar a importantíssima marca alcançada pela prova siciliana, que nasceu do sonho do conde Vincenzo Florio, chegou a valer pelo Mundial de Endurance e precisou renovar seu formato para seguir existindo.

E não é qualquer corridinha que reúne, para um desfile de modelos que fizeram história ao longo de todo esse tempo, nomes como Vic Elford, Nino Vacarella, Sandro Munari, Arturo Merzario, Gijs Van Lennep, Andrea de Adamich, um certo Jean Todt, que muitos podem não se lembrar, mas foi navegador e dos bons, e outro ‘certo’ Helmut Marko, o mesmo que cobrou a saída da Targa do Mundial, na década de 1970, por considerá-la perigosa demais para a época – vale lembrar que o Piccolo delle Madonie, o traçado então usado, media impressionantes 72 quilômetros, e foi o menor dos três usados para as disputas de resistência. Pois Marko, que já havia retornado ano passado ao lado de Daniel Ricciardo para um belo vídeo da Red Bull, voltou a subir numa Alfa Romeo 33tt e, festejado como só os italianos sabem fazer, preferiu dizer que era perigoso, mas que, uma vez baixado o capacete, o negócio era sentar a bota.

Dito isso, a prova propriamente dita teve alguns destaques. A começar pelo formato escolhido para as etapas do CIR este ano – cada dia conta como uma etapa independente, tem seu vencedor, e o melhor na soma dos dois dias vale apenas… para as estatísticas. O que, nesse caso, foi ótimo, já que Paolo Andreucci e a mulher, Anna Andreussi, foram com toda a justiça os mais rápidos – ele pela décima vez, o que é o recorde absoluto, qualquer que seja o formato. E a prova entre os históricos foi dominada por… Eric Comas, o francês ex-piloto de F-1 (aquele mesmo salvo por Ayrton Senna em Spa-Francorchamps), com uma Lancia Stratos. Um belo desfecho para um monumento que tem tudo para seguir desafiando os anos e bater novos recordes. Salve “A Cursa”…

comastarga targa2016

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