O pau quebrou no DTM e na Nascar

Quem acha que rivalidades e polêmicas são exclusividade da Fórmula 1 não deve ter visto o que ocorreu no fim de semana em duas das mais seguidas e adoradas categorias de turismo do planeta, o DTM e a Nascar. Na primeira, um bicampeão com bastante autoridade para comentar resolveu rasgar o verbo depois de ter sido tocado na primeira curva da primeira corrida da etapa do Red Bull Ring, e a coisa se transformou em guerra nas redes sociais.

Eu explico: o sueco Matthias Ekstroem (que esse ano danou a ganhar também no Mundial de Rallycross), com a cabeça um pouco mais fria depois do nervosismo inicial, resolveu desabafar no Twitter afirmando que alguns recém-chegados à categoria alemã deveriam aprender a se portar nas disputas, pois ainda não agiriam como rivais dignos. Inicialmente, não citou nomes, mas, conversa vai, conversa vem, logo ficou claro que o alvo principal da ira de Eki era o alemão Maxi Götz (Mercedes), que o jogou pra fora num circuito em que esse tipo de toque é costumeiro – lembram de Wolfgang Ullrich mandando bater em Robert Wickens e Pascal Wehrlein ano passado?

Eis que Ekstroem se recuperou com um segundo lugar na corrida de domingo, mas  Götz resolveu ironizar, dizendo que esperava por mais pegas emocionantes com o adversário da Audi ao longo da temporada, e o caldo entornou. O sueco voltou à carga e, com a ajuda de dois pilotos que certamente merecem o posto no DTM – Gary Paffett e Paul di Resta – pediu algumas aulas de pilotagem para o sophomore (aluno de segundo ano…). E garantiu que paga o jantar para quem conseguir colocar o comportamento de Götz, que veio dos GTs e ainda é mais conhecido pelos óculos que usa, nos eixos. Como a próxima etapa do campeonato é justamente em Norisring, onde totós e rodadas são a ordem do dia, a coisa promete…

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Enquanto isso a Nascar promovia mais uma edição de sua All-Star Race, em Charlotte, que reúne campeões, vencedores de etapas e pilotos classificados em duas seletivas, além do escolhido pelos fãs. Neste ano, o formato da prova milionária (sim, só conta pelo polpudo prêmio) foi definido por Brad Keselowski, à frente do conselho de pilotos, e previa dois segmentos de 50 voltas (com pit-stop obrigatório em bandeira verde) e um sprint final de 13 voltas. Tudo lindo na teoria, mas, se esqueceram de pensar no que ocorreria se um segmento de voltas se aproximasse do fim e uma bandeira amarela  ocorresse. Pois Matt Kenseth esperou até os 45 do segundo tempo, não conseguiu cumprir a parada, chegou a ter uma volta de vantagem sobre o pelotão e acabou punido – o problema é que não haveria como autorizar todos os retardatários a tirar a volta de desvantagem, algo não previsto nas regras.

O próprio vice de competição da categoria, Scott Miller, admitiu que recomendou às equipes que não esperassem até o último momento para entrar, mas que não havia nenhuma obrigatoriedade. “Foi uma situação para a qual não estávamos preparados e não havia nenhuma saída nas regras para resolver o impasse”. Por um bom tempo, os espectadores não entenderam nada, os pilotos não entenderam nada, e o show quase foi para o brejo – o melhor resumo, como não poderia deixar de ser, veio de Tony Smokey Stewart. “Este foi o All-Star mais bagunçado de que participei. Ainda bem que é meu último”. A coisa andou feia…

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