Vendo a vida com outros olhos…

O fundo do poço ainda está distante para a Sauber – o grupo que assumiu o controle do time de Hinwil tem feito o que pode, mas a coisa não acontece de um dia para o outro. Sinais de recuperação, no entanto, começam a aparecer, e os vários espaços vazios no C35 de Felipe Nasr e Marcus Ericsson vão sendo ocupados.

Tudo bem que a comparação é até injusta – enquanto a Ferrari celebra acordo com a tradicional Ray-Ban, hoje parte do conglomerado Luxottica e destaca a marca, a parceira de motor passa a ostentar, nos retrovisores, a logo da Modo Eyewear, empresa norte-americana que começa a se destacar no segmento. Não é nada, não é nada, já é alguma coisa, que a temporada acelera para a segunda metade e a condição de pior time do circo no ano está cada vez mais próxima…

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Patos sentados e patos agitados (Coluna Sexta Marcha – GP da Bélgica)

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O amigo leitor se lembra de quando um ainda adolescente Neymar deixou um jogo do Santos contra o Coritiba na Vila Belmiro xingando até a última geração do técnico Dorival Júnior e o rival Renê Simões, com muita propriedade, afirmou que “estávamos criando um monstro?” O tempo e as exigências do futebol europeu parecem ter enquadrado um pouco o camisa 10 (não totalmente), mas o caso é que eu pego carona na história para falar sobre um protagonista inesperado do GP da Bélgica – esqueçamos Nico Rosberg, que fez o que tinha de fazer, e Lewis Hamilton, que fez do limão que recebeu limonada caprichada.

A questão é que outro moleque que ainda flerta com a adolescência andou defendendo posições (e brigando por outras) na perigosa linha entre o agressivo e o perigoso. E se há gente achando que quem reclamou dele abusou do choro de perdedor, eu prefiro pensar que não e dar atenção ao que se disse de Max Verstappen, que no fim das contas nem ponto conseguiu, ele que corria diante de uma maré laranja e podia, sem qualquer exagero, se sentir em casa.

Até passa o incidente na largada – Kimi Räikkönen tentou tomar a tangência da Source quando descobriu que havia alguém ainda mais dentro da curva e, ao tentar alargar, descobriu que havia alguém pelo lado de fora. Mas a defesa de posições diante do finlandês e de Sebastian Vettel beirou o exagero. Lembrou bem os tempos do kart, dos quais posso falar com alguma propriedade, já que vi o filho de Jos acelerar ao vivo, e era exatamente assim, como se não houvesse amanhã. Vai bater? Azar, que eu não movo um milímetro da minha linha. E nos carrinhos tem que ser assim mesmo, ou passam 15, 20 de uma vez só.

Parece, no entanto, que, se Max saiu do kart, o kart não saiu dele. Um GP não é uma bateria de meia dúzia de voltas que exige a faca nos dentes desde o começo. Tanto assim que, com paciência, Räikkönen e Vettel, que tiveram a corrida comprometida no começo, remaram tudo de volta para terminar nos pontos, coisa que o holandês não conseguiu. Uma coisa é impor respeito, ser duro mas leal, a outra é começar a semear inimigos com atitudes de menino mimado.

Está certo o finlandês quando diz que tamanho arrojo pode acabar mal um dia (e ainda levar alguém de carona). Especialmente numa pista em que se beira os 350km/h e com outra tão rápida quanto a caminho. Fui o primeiro a elogiar o desempenho do moleque na Espanha, quando fez o certo e em nenhum momento precisou passar do limite para chegar à primeira vitória. Mas logo em seguida mostrou, nas ruas de Mônaco, que constância psicológica não é seu forte, e esse é o perigo. E uma punição talvez não tenha vindo porque, coincidentemente, dois dos três comissários do fim de semana arriscaram a vida nos ovais e sabem como é a vida no fio da navalha: Felipe Giaffone, como representante da CBA, e Danny Sullivan, como ex-piloto convidado. Mas é bom ficar de olho para que o monstro não saia do controle e um talento cristalino não se perca pela falta de freio, de orientação – e nessas horas Dr. Helmut Marko deveria agir do mesmo modo que faz quando incentiva seus pilotos a darem o máximo.

Virou meme

A corrida nem havia acabado e já tinha gente brincando nas redes sociais “levanta a mão quem se lembra da última ultrapassagem feita por Felipe Massa”. Brincadeiras e queda de rendimento da Williams a parte, não dá para culpar os pneus pela perda de posições sem resistência na segunda metade do GP. Na Ferrari era assim – Fernando Alonso sempre conseguia fazer a borracha durar mais e, quando da mudança para o time de Grove, o problema parecia resolvido (lembram do desempenho sensacional em Cingapura com os pneus na última lona e dirigindo “como a avó”?). Pois é, faz parte do repertório atual de quem quer andar na frente pilotar e regular o carro do melhor modo para poupar os sapatos. Ou não adianta nada ser ajudado pela estratégia do time e despencar sem poder fazer nada. Pra continuar no circo, é necessário mostrar merecimento, já que, como se tornou até lenda, “você é tão bom quanto sua última corrida”.

*** Pra quem não entendeu o título da coluna, é uma referência ao comentário do engenheiro de Valtteri Bottas, para quem Fernando Alonso, que ia à frente, seria superado “como um pato sentado”. Não foi. E o pato agitado é o personagem principal do texto…

E a agenda encorpou com gosto

gp3

Como que por milagre, bastou agosto chegar ao fim e a agenda se movimenta a toda velocidade, como deve ser, já que quem estava de férias não está mais. E quem transmitia os Jogos Olímpicos do Rio também volta a abrir espaço para o bom e velho esporte motor, que também merece, sem contar as categorias que mandam suas imagens ao ar por streaming, ao alcance de qualquer conexão decente à internet.

Felizmente a Fórmula 1 volta por Spa-Francorchamps que, ainda que traga a corrida mais sem graça do ano, tem toda a graça de qualquer modo (e vai ser difícil não ter graça com Lewis Hamilton partindo de Hockenheim, como já andaram brincando por aí. E o subidão do Radillion, com a ajuda do DRS, se transforma no palco de ultrapassagens improváveis, de disputas que nem sempre acabam bem (ou nos limites da pista); proporcionando resultados nem sempre previsíveis. E tem GP2 e GP3 a reboque, as duas encaminhando a definição de seus campeonatos. Do lado de lá do Atlântico, a Indy tentando recuperar o GP do Texas (se a chuva desta vez permitir) e Nascar em palco duplo – Sprint em Michigan, Xfinity no sensacional misto de Road America.

Para a turma que segue o credo da endurance, European Le Mans Series em Paul Ricard, IMSA na Virgínia sem os protótipos e as 3h de Guaporé, que são o que temos por aqui no fim de semana.

Internacional

Mundial de Fórmula 1: 12ª etapa – GP da Bélgica (Spa-Francorchamps)
GP2: oitava etapa – Spa-Francorchamps
GP3: sexta etapa – Spa-Francorchamps
Blancpain GT Sprint Series: quarta etapa – Hungaroring
European Le Mans Series: quarta etapa – Paul Ricard
Europeu de F-Renault: quinta etapa – Paul Ricard
TCR International Series: oitava etapa – Buriram (THA)
V8 Supercar: oitava etapa – Eastern Creek
Verizon Indycar Series: GP do Texas (* prova recuperada)
IMSA Weather Tech Sportscar: nona etapa – Virginia (* apenas as categorias GT e GTD)
Nascar Sprint Cup: 24ª etapa – Pure Michigan 400
Nascar Xfinity Series: 23ª etapa – Road America 180
Nascar Camping World Truck Series: 14ª etapa – Careers for Veterans 200 (Michigan)
Red Bull Global Rallycross: nona etapa – Atlantic City

Nacional

Gaúcho de Endurance: quinta etapa – 3h de Guaporé

Na telinha

Sábado (27)

5h55        Fórmula 1: GP da Bélgica (treino livre)                    Sportv

9h               Fórmula 1: GP da Bélgica (treino oficial)                    Sportv/Globo * (apenas o Q3)

16h            Nascar Xfinity Series: etapa de Road America       Fox Sports 2

21h30       Verizon Indycar: GP do Texas                              Band Sports

Domingo (28)

4h10            GP3: etapa de Spa-Francorchamps                  Sportv

5h20           GP2: etapa de Spa-Francorchamps                  Sportv

9h                 Fórmula 1: GP da Bélgica                     Globo

9h                 European Le Mans: etapa de Paul Ricard (live streaming em http://www.europeanlemansseries.com/)

14h35         Weather Tech IMSA Sportscar: etapa da Virginia (live streaming em IMSA.tv)

15h             Nascar Sprint: etapa de Michigan             Fox Sports 2

E a agenda começa a despertar

WRC

Nem tanto pela Olimpíada do Rio (no que diz respeito às categorias brasileiras até um pouco) mas, principalmente, como já tive a oportunidade de comentar, pela pausa de férias na Europa, Agosto não costuma ser mês dos mais movimentados quando o assunto é a velocidade – os principais campeonatos se impõem uma pausa até voltar à atividade neste fim de mês. Eis que então temos WRC na Alemanha, Moto GP na República Tcheca, DTM em Moscou e o Masters de F-3 de Zandvoort, que ainda tem um senhor peso no currículo do vencedor e conta com a participação de dois brasucas: Sérgio Sette Câmara e Pedro Piquet.

Do lado de lá do Atlântico, nada a reclamar, com Indy em Pocono (difícil não lembrar da edição do ano passado, que acabou marcada pelo acidente fatal com Justin Wilson) e as três divisões da Nascar no sensacional traçado de Bristol. O que não adianta é esperar por transmissão pela TV, essa sim ainda abarrotada com a reta final dos Jogos Olímpicos. Mas semana que vem a coisa volta ao normal, que corrida com rodas e motor é bom também…

Internacional

Mundial de Rally (WRC): nona etapa – Rally da Alemanha
Mundial de Moto GP: 11ª etapa – GP da República Tcheca (Brno)
Masters de F-3 de Zandvoort (HOL)
DTM: sexta etapa – Moscou
Verizon Indycar Series: 14ª etapa – ABC Supply 500 (Pocono)
Nascar Sprint Cup: 23ª etapa – Bass Pro Shops Night Race (Bristol)
Nascar Xfinity Series: 22ª etapa – Food City 300 (Bristol)
Nascar Camping World Series: 13ª etapa – Unoh 200 (Bristol)
Superformula: quarta etapa – Motegi

Agendinha olímpica

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Até mesmo por não fazer parte da Olimpíada (já contei em um post as histórias das competições por países no automobilismo mundial, que bem poderiam integrar o programa dos Jogos), automobilismo e motociclismo não param em tempos da festa máxima do esporte. O que se tem, então, é uma imensa coincidência, já que estamos em período de verão no lado de cima do Equador e, para boa parte dos moradores do Hemisfério Norte, é tempo de férias, bem como de parada nos principais campeonatos.

Assim  sendo – e por aqui não seria o caso de esperar nada mesmo, que ninguém seria louco de querer dividir atenções com os Jogos do Rio – temos apenas dois eventos dignos de nota, e nem adianta esperar por transmissão na TV, que não haverá mesmo. A Moto GP deu fim às suas férias e, depois de um longo inverno, volta ao Red Bull Ring, onde não colocava as rodas desde os anos 1990. Do lado de lá do Atlântico, temos apenas a etapa da Nascar Xfinity Series no misto de Mid-Ohio, que ganha destaque para nós por contar com a participação de Nelsinho Piquet, de volta numa participação filha única com um Ford Mustang (ele não esconde que quer voltar, seja à Truck, seja à divisão de acesso à Sprint Cup). Semana que vem, ainda com Olimpíada (no último dia, é verdade), a agenda volta a encorpar…

Internacional

Mundial de Moto GP: 10ª etapa – GP da Áustria (Red Bull Ring)

Nascar Xfinity Series: 21ª etapa – Mid-Ohio Challenge

 

Porque Jenson Button voltará para a Williams

JB

Não tenho o dom da adivinhação, assim como não soube de nada que o restante do mundo já não soubesse quanto ao futuro de Felipe Massa na Williams – olha que já teve ano em que soube da renovação do paulista com a Ferrari pelo menos uns dois meses antes de ela se confirmar oficialmente. E antes que alguém diga que estou torcendo contra, fui um dos primeiros a defender a permanência dele no circo quando muita gente já falava em aposentadoria, stock car e afins – continuo achando que ele tem muita lenha pra queimar no circo.

Mas… chega um ponto em que o relacionamento trava e as perspectivas não são as melhores. Nada leva a crer (além do motor Mercedes) que o time de Grove terá um pacote de ponta com as novas regras em 2017. Funcionou há dois anos, quando os turbos voltaram à F-1, mas o toque de Midas parece esbarrar no orçamento mais modesto; no que a Red Bull já é e no que McLaren e Renault tem tudo para ser. E me peguei imaginando vários motivos para justificar a perda do posto do brasileiro para Jenson Alexander Lyons Button ano que vem. Faz todo o sentido – ou não, caso o leitor discorde.

  • Equipe ideal para pendurar o macacão e o capacete: basta ver o que ocorreu com Rubens Barrichello que, se não viveu os melhores anos de sua carreira na Williams, certamente se divertiu um bocado correndo sem responsabilidade. Descontraído, passou por Michael Schumacher mesmo espremido pelo muro dos boxes de Hungaroring. Como ele, Button não precisará lutar por títulos e vitórias e o que vier será lucro. Sem contar que o motor Mercedes é uma certeza, enquanto o Honda continua uma incógnita.
  • Mais barato: antes de se divertir no rallycross, como já prometeu (e será a melhor forma de homenagear a memória do pai, John), Button é capaz de correr praticamente de graça se for o caso. Dois ou três patrocinadores pessoais (e ninguém duvida que ele é ótimo garoto-propaganda), um contrato com prêmios por pontos e está ótimo. Massa até toparia reduzir o salário, mas dificilmente ao mesmo nível.
  • O bom filho…: Frank Williams passou da fase de repelir pilotos – basta lembrar o que fez com Nigel Mansell, Damon Hill e Jacques Villeneuve – mesmo porque costumava fazer isso quando tinha equipamento para brigar por títulos, e os conseguia. Especialmente para a imprensa e a opinião pública britânicas, seria a história perfeita se o campeão mundial de 2009 voltasse à escuderia que lhe deu a primeira oportunidade.
  • Vandoorne bate à porta: Ron Dennis sabe que tem nas mãos um piloto de potencial imenso e pegaria muito mal repetir o que fez com Kevin Magnussen depois de uma temporada no mínimo digna. Não custa lembrar quem conseguiu o primeiro ponto da McLaren este ano, antes de voltar ao exílio da Superformula nipônica. O rápido Stoffel espera ansiosamente pela vaga de titular e, apesar da recente instabilidade, não me parece que Fernando Alonso seja quem vá sair para dar espaço ao belga.
  • Bottas deve permanecer: Toto Wolff não é mais acionista da Williams, mas continua respondendo pela carreira do finlandês e certamente preferirá que o pupilo continue empurrado por um motor Mercedes. Como a Manor seria um passo atrás, a Force India seria a única alternativa decente – meio do grid por meio do grid, melhor ficar onde está. Trocando em miúdos, se alguém tem que sair, já sabemos quem será.

 

 

 

 

 

 

 

Procura-se (Coluna Sexta Marcha – GP da Alemanha)

SF15T

Procura-se uma equipe que, com um organograma totalmente renovado e um discurso modesto, venceu três GPs ano passado e, agora que as coisas teoricamente estariam nos devidos lugares, deveria estar brigando de igual para igual com a Mercedes;

Procura-se outra escuderia que se especializou em ser a terceira do circo e, justamente quando se imaginava que a missão seria mais fácil, começou a escorregar ladeira abaixo, falando agora em trocar os pilotos como se eles fossem a razão dos problemas, e não o carro;

Procura-se um piloto que começou o ano como terminou 2015, vencendo e sobrando na turma, a ponto de passar a impressão de que esta seria sua temporada, mas vem mostrando debilidade psicológica e incapacidade de encarar o companheiro;

Por fim, procura-se uma categoria capaz de proporcionar corridas emocionantes, já que conta atualmente com todo tipo possível e imaginável de artifício para esquentar o espetáculo: asa traseira móvel, três compostos de pneus e a possibilidade de estratégias completamente opostas.

Porque nada disso se viu no traçado de Hockenheim, não o original, engolido em boa parte pela Floresta Negra, mas o atual que, assim que deu as caras, foi palco de uma festa de ultrapassagens e trajetórias distintas. Era para a F-1 sair de férias deixando gosto de quero mais (especialmente considerando que ela retorna em Spa-Francorchamps), mas, a julgar pelo que se viu domingo, bem que os motores podiam se manter em silêncio por mais tempo.

Pela ordem dos comentários lá em cima, falemos da Ferrari. James Allison não deixou o comando técnico de Maranello num daqueles esquartejamentos que antigamente marcavam a cúpula da Scuderia, mas principalmente para se recuperar de uma tragédia pessoal: a morte da mulher, o que fez com que sua presença junto à família, na Inglaterra, fosse quase obrigatória – e por isso os rumores de que ele poderia reaparecer na Renault. E também não é ele ou seu projeto o culpado pela queda de rendimento. A revolução cobrada pelo chefão Sergio Marchionne em termos de chassi e motor veio; o problema é que a busca pelo último décimo de segundo costuma custar caro em termos de resistência do equipamento. Ou ele é espremido ao limite e quebra, ou é preciso tirar o pé – e aí a concorrência passa voando. E o que poderia ser tentado nos boxes ou não se confirma ou não dá resultado.

No caso da Williams, não dá para falar em situação econômica delicada – a base está lá há três anos e não exigiria investimentos absurdos para seguir evoluindo. O problema é que o projeto desse ano não corrigiu totalmente a deficiência dos antecessores – falta de grip nas curvas lentas e reacelerações – e acabou comprometendo boa parte da eficiência nos traçados velozes, além de aumentar o consumo dos pneus. O fato de que Valtteri Bottas tem sido mais rápido do que Felipe Massa, mas por muito pouco, e em posições nada promissoras, mostra que as coisas realmente não andam bem pelos lados de Grove.

Quanto a Nico Rosberg, não surpreende tanto a queda no rendimento assim que Lewis Hamilton engrenou uma marcha a mais; bem mais o fato de ele ter sido, no primeiro terço do campeonato, eficiente como nunca antes. Em condições normais, dizer que os dois possuem talento equivalente é digno de internação em hospital psiquiátrico, e só mesmo a provável perda de posições do tricampeão (já gastou todas as turbinas e os MGU-H permitidos pelo regulamento) pode reabrir uma disputa encaminhada.

Sobre o pouco emocionante GP alemão, a péssima largada de Rosberg se encarregou do desfecho e a lambança na defesa de posição de quem não aprendeu a lição da Áustria só completou o cenário. Como entre os demais companheiros de equipe a estratégia diferente impediu os duelos, não houve mesmo muito o que destacar. E como boa parte do grid já prefere trabalhar para 2017 (aliás, a foto que ilustra o post é justamente do primeiro teste com os novos pneus, levado adiante pela Ferrari em Fiorano), será basicamente mais do mesmo quando as férias acabarem, o que, vamos combinar, não é nem um pouco atrativo. Como é que se faz para encontrar a F-1 dos nossos sonhos? Juro que eu gostaria de ter a resposta…