Porque Jenson Button voltará para a Williams

JB

Não tenho o dom da adivinhação, assim como não soube de nada que o restante do mundo já não soubesse quanto ao futuro de Felipe Massa na Williams – olha que já teve ano em que soube da renovação do paulista com a Ferrari pelo menos uns dois meses antes de ela se confirmar oficialmente. E antes que alguém diga que estou torcendo contra, fui um dos primeiros a defender a permanência dele no circo quando muita gente já falava em aposentadoria, stock car e afins – continuo achando que ele tem muita lenha pra queimar no circo.

Mas… chega um ponto em que o relacionamento trava e as perspectivas não são as melhores. Nada leva a crer (além do motor Mercedes) que o time de Grove terá um pacote de ponta com as novas regras em 2017. Funcionou há dois anos, quando os turbos voltaram à F-1, mas o toque de Midas parece esbarrar no orçamento mais modesto; no que a Red Bull já é e no que McLaren e Renault tem tudo para ser. E me peguei imaginando vários motivos para justificar a perda do posto do brasileiro para Jenson Alexander Lyons Button ano que vem. Faz todo o sentido – ou não, caso o leitor discorde.

  • Equipe ideal para pendurar o macacão e o capacete: basta ver o que ocorreu com Rubens Barrichello que, se não viveu os melhores anos de sua carreira na Williams, certamente se divertiu um bocado correndo sem responsabilidade. Descontraído, passou por Michael Schumacher mesmo espremido pelo muro dos boxes de Hungaroring. Como ele, Button não precisará lutar por títulos e vitórias e o que vier será lucro. Sem contar que o motor Mercedes é uma certeza, enquanto o Honda continua uma incógnita.
  • Mais barato: antes de se divertir no rallycross, como já prometeu (e será a melhor forma de homenagear a memória do pai, John), Button é capaz de correr praticamente de graça se for o caso. Dois ou três patrocinadores pessoais (e ninguém duvida que ele é ótimo garoto-propaganda), um contrato com prêmios por pontos e está ótimo. Massa até toparia reduzir o salário, mas dificilmente ao mesmo nível.
  • O bom filho…: Frank Williams passou da fase de repelir pilotos – basta lembrar o que fez com Nigel Mansell, Damon Hill e Jacques Villeneuve – mesmo porque costumava fazer isso quando tinha equipamento para brigar por títulos, e os conseguia. Especialmente para a imprensa e a opinião pública britânicas, seria a história perfeita se o campeão mundial de 2009 voltasse à escuderia que lhe deu a primeira oportunidade.
  • Vandoorne bate à porta: Ron Dennis sabe que tem nas mãos um piloto de potencial imenso e pegaria muito mal repetir o que fez com Kevin Magnussen depois de uma temporada no mínimo digna. Não custa lembrar quem conseguiu o primeiro ponto da McLaren este ano, antes de voltar ao exílio da Superformula nipônica. O rápido Stoffel espera ansiosamente pela vaga de titular e, apesar da recente instabilidade, não me parece que Fernando Alonso seja quem vá sair para dar espaço ao belga.
  • Bottas deve permanecer: Toto Wolff não é mais acionista da Williams, mas continua respondendo pela carreira do finlandês e certamente preferirá que o pupilo continue empurrado por um motor Mercedes. Como a Manor seria um passo atrás, a Force India seria a única alternativa decente – meio do grid por meio do grid, melhor ficar onde está. Trocando em miúdos, se alguém tem que sair, já sabemos quem será.

 

 

 

 

 

 

 

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