Conspiração de novo? Menos, Lewis, menos… (Coluna Sexta Marcha: GP da Malásia)

É impressão minha ou reclamar se tornou o esporte preferido no circo, descontando-se , é claro, a arte de acelerar? Pelo menos considerando-se o que se viu ao longo do fim de semana em Sepang, parece mesmo ser o caso. Pois o traçado próximo a Kuala Lumpur recebeu um asfalto impecável, pensado, entre outros motivos, para melhorar a drenagem em casos de tempestades, com o banking (a inclinação em relação ao eixo horizontal) algo modificada. Um tapete. E o que acontece? Grita geral, especialmente em relação à curva de acesso aos boxes.

Treinos oficiais disputados, sem nada a reclamar e… bastam alguns metros para que a tentativa algo otimista de Sebastian Vettel (mas de forma alguma além do limite ou digna de punição) arruinasse mais a corrida do próprio alemão que a de Nico Rosberg. E quem reclama da história? Max Verstappen, que se envolveu no imbróglio, mas tanto nada teve que terminaria em segundo minutos mais tarde.

Avancemos a fita para a 40ª das 56 voltas, um Lewis Hamilton desconsolado encosta sua Mercedes no fim da reta dos boxes e, cabeça fria ou não, começa a levantar de novo teorias conspiratórias, como se a prioridade de seu time fosse fazer de Nico Rosberg finalmente o número 1. Ok, concordo que esse ano parece que os problemas mecânicos estão concentrados no carro 44, mas quem analisou as temporadas passadas constatou que o alemão sempre teve mais problemas que o britânico.

E daí que todos os outros motores Mercedes na prova não apresentaram falhas? Será que o tricampeão lembrou que as exigências de refrigeração e as soluções aerodinâmicas dos times são distintas? Assim acaba virando a hiena do desenho animado (lembram do Hardy, do “ó dia, ó vida, ó azar…”). E, last, but not least, teve Kimi Räikkönen… reclamando do toque de Nico Rosberg, que reclamou (na verdade Toto Woff e sua turma) da punição em tempo.

Eu não reclamo da corrida, que esteve movimentada como poderia e trouxe um desfecho inesperado como é bom em tempos de hegemonia prateada. Daniel Ricciardo que beba o champanhe onde preferir, mas que siga correndo com a faca nos dentes para não deixar o mais jovem companheiro tomar as rédeas do touro vermelho. Vamos combinar que dificilmente o roteiro da temporada se modifica (o que quer dizer Mercedes seguida por Red Bull e Ferrari), assim como é verdade que a situação do mais famoso cidadão de Stevenage se complicou, especialmente por conta das prováveis punições por excesso de componentes da unidade de potência. Mas não custa lembrar que no caminho há chuva, há o imponderável, há o título de Construtores que deve diminuir a pressão por resultados e liberar a rivalidade geral. Ainda é possível. De preferência sem teorias da conspiração ou sem reclamações, por favor…

KUALA LUMPUR, MALAYSIA - OCTOBER 02: Daniel Ricciardo of Australia driving the (3) Red Bull Racing Red Bull-TAG Heuer RB12 TAG Heuer crosses the line to take the chequered flag and the win during the Malaysia Formula One Grand Prix at Sepang Circuit on October 2, 2016 in Kuala Lumpur, Malaysia. (Photo by Mark Thompson/Getty Images)

 

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