O título que chega e o pequeno polvo (Coluna Sexta Marcha: GP do Japão)

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Antes de mais nada, amigo leitor, peço desculpas pela demora nas palavras sobre o GP do Japão – correria não pode ser desculpa num blog que fala de velocidade mas, fazer o quê.

E olha que foi uma corrida não como as outras, a começar pela birrinha desnecessária de Lewis Hamilton, que até pode fazer graça pelo Snapchat, transformando Carlos Sainz Jr. em cachorro, urso ou o que bem entender, mas não devia desrespeitar o trabalho dos jornalistas que são blindados pelas equipes e só nas entrevistas coletivas conseguem se dirigir às estrelas do circo com alguma liberdade. Ok, por ter participado de algumas (e perguntado) posso reconhecer que não é dos momentos mais emocionantes, mas faz parte das obrigações do piloto tanto quanto dialogar com os engenheiros ou comandar sua barata.

E não custa lembrar que, mais do que nunca, é a ampla divulgação e a atenção da imprensa o que garante o retorno de quem investe. No dia em que não houver quem pergunte, talvez o tricampeão fique satisfeito, mas aí também não haverá tanto público e o cheque no fim do mês será bem mais modesto. Não custa lembrar que, não fosse pela cerimônia organizada por uma revista (a Autosport) e o nativo de Stevenage não teria tido o encontro com Ron Dennis que mudou sua vida.

Também houve o pequeno polvo que agitou os treinos livres da sexta-feira. Não, nenhuma criatura marinha resolveu se aventurar pelos lados de Suzuka, embora a simples menção do octópode tenha provocado um escarcéu nas redes sociais. Todos queriam entender o que diabos Daniil Kvyat queria dizer aos engenheiros da Toro Rosso. No Twitter a coisa virou festa, teve gente achando que o russo exagerou no saquê, até que o mistério fosse desfeito. Ele se referia aos pequenos pedaços de borracha que se prendiam na antena bem à sua frente e comprometiam a visibilidade.

Mas havia uma corrida, importante especialmente para a dupla prateada que detém a exclusividade quando o assunto é a briga pelo título. E Nico Rosberg começa a mudar a opinião de quem acreditava que a reação do companheiro seria questão de tempo (este que vos escreve inclusive). Enquanto Hamilton falta a coletivas, não consegue fazer a diferença na qualificação e larga mal, o alemão se vê num momento iluminado. É melhor piloto que o britânico? Não. Conta com o mesmo talento natural e a capacidade de render em condições adversas? Também não. Mas está naquele momento iluminado em que as coisas conspiram a seu favor (ninguém falando em teoria da conspiração…). Sem contar que o melhor momento do filho de Kejo na temporada passada foi justamente nessa reta final.

Do tricampeonato de Construtores devidamente comemorado em Brackley é até desnecessário comentar, de tão previsível e esperado. Assim como do resto da turma há pouco a dizer – ok, Max Verstappen e Lewis Hamilton andaram se estranhando, mas dessa vez o holandês, na minha humilde e modesta opinião, fez o que vários outros fizeram no mesmo local em anos anteriores sem serem punidos. A bem da verdade, salvo uma certa escuderia e dois certos pilotos, está todo mundo mesmo é de olho em 2017…

 

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