Sobre o novo campeão e o que vem por aí – Coluna Sexta Marcha (GP de Abu Dhabi)

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Eis que, nos últimos dias, me deparei com uma canção de uma banda interessante que, coisa rara, consegue apresentar algo de novo no cenário do Pop/rock mundial: estou falando do X Ambassadors e seu Renegades, em que dizem algo como “toda a glória aos azarões, aos renegados, aos esquecidos”.

Vale perfeitamente para ilustrar a conquista inédita de Nico Rosberg, amplamente merecida e muito maior do que as conversas de pretensos favorecimentos da Mercedes, de proteção exagerada ao “piloto da casa”. Bobagem se apoiar nos números e chegar à conclusão de que Lewis Hamilton venceu mais, largou mais na frente e sofreu mais com os problemas mecânicos. Assim também foi em 2014 e o britânico soube se recuperar de um cenário desfavorável para levar a melhor no duelo prateado.

Só que o filho de Keke Rosberg modelo 2016 era outro, dono de uma força mental nunca antes vista, de uma tranquilidade cirúrgica nas manobras e na estratégia de corrida, de uma capacidade de enfrentar o rival do tipo “pode vir que eu estou com tudo”. E Hamilton bem que tentou reagir, encostou, deu a impressão de que jantaria novamente o alemão como fez no ano do bicampeonato, mas parou, entre outras, na própria soberba, naquela sensação de que “quando eu quiser, venço mais um”.

Pode até ser que Nico entre para a história como o pai, não consiga repetir a façanha, mas é difícil encontrar argumentos para negar que a conquista foi justa. Que o diga o desempenho em Yas Marina: cerebral, inteligente, agressivo quando foi o caso (o prodígio Max Verstappen ficou falando sozinho) e paciente para não cair nas artimanhas do companheiro, doido para ver o circo pegar fogo. Pode ter sido angustiante, nem um pouco divertido, mas trouxe o resultado esperado. Acima de tudo uma lufada de oxigênio numa F-1 perigosamente à procura de novos rumos e cada vez mais distante do prestígio de um dia. E não deixa de ser divertida a perspectiva de mais um capítulo da rivalidade, agora entre um piloto com o moral nas estrelas e outro que sabe que é mais talentoso, mas não imbatível. Por esse aspecto, 2017 realmente promete.

Por outro lado, trocar pilotos de currículo e carisma de Felipe Massa e Jenson Button por Stoffel Vandoorne e Lance Stroll, não ver mais Ron Dennis nos boxes e Herbie Blash na retaguarda é muita mudança duvidosa para uma temporada só. Tanto mais que o grupo Liberty Media ainda não disse exatamente a que veio e o que efetivamente pretende para movimentar o circo. Até lá, pegando carona na música, “toda a glória ao novo campeão, azarão, renegado e esquecido”…

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