Vegas ePrix: virtual 1 x 0 real…

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Então, como o blog havia comentado, os pavilhões da CES, a maior feira de tecnologia do mundo, em Las Vegas, seriam palco da primeira corrida virtual da Fórmula E, unindo, aos 20 pilotos habituais da categoria, 10 craques dos videogames que se classificaram em uma série de seletivas. A turma brigaria por uma premiação total de US$ 1 milhão, dos quais US$ 200 mil para o vencedor, “a bordo” de 20 simuladores, num circuito de mentirinha traçado nas principais ruas da capital do jogo, sem necessidade de atrapalhar o trânsito e instalar barreiras ou boxes – essa moda eu sinceramente espero que não pegue e o asfalto real siga sendo o palco preferido.

Enfim, como eu também comentei no post anterior sobre o tema, tratava-se de mais uma grande jogada para popularizar a primeira categoria do automobilismo mundial movida 100% a eletricidade. Todos os pilotos, devidamente trajados com macacões, luvas e sapatilhas, enfrentaram a sessão de qualificação e os 10 mais rápidos avançaram diretamente à final, enquanto os demais tiveram de encarar uma primeira corrida qualificatória, vencida pelo português Antonio Félix da Costa (Amlin Andretti). Nelsinho Piquet e Lucas di Grassi conseguiram seus postos na prova decisiva, mas o amplo domínio foi da turma habituada aos consoles e telonas.

Largada para a prova principal e o holandês Bono Huis (Faraday Dragon), que havia sido o mais rápido em todas as sessões, manteve a posição até ser superado pelo finlandês Olli Pahkala (Mahindra), que cruzou a linha de chegada em primeiro… mas não levou, já que uma falha no software trouxe uma vantagem, por assim dizer, injusta (a potência extra do FanBoost acabou aplicada por mais tempo do que o devido). Huis (“acelerando” na foto, sob olhares dos colegas) foi declarado então vencedor, seguido por Felix Rosenqvist, campeão europeu de F-3 em 2015, e por Pahkala. José Maria López, Sam Bird, Daniel Abt e Nelsinho Piquet terminaram entre os 10 primeiros, mostrando que, na mistura entre simulação e realidade, conseguem se dar bem nos dois. Até onde consta, não há planos para inverter a brincadeira e levar a turma dos games para a pista – aí sim a lavada do pessoal acostumado ao automobilismo real seria tremenda.

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