Thank you, Mr. E, só que …

rostweet

Eu começo o post com a reprodução do tweet cujo autor dispensa apresentações justamente para apimentar o debate. Sim, Mr. Bernard Charles Ecclestone, o piloto de Fórmula 1 frustrado (tentou largar em Mônaco’1958) que fez fortuna vendendo carros usados e transformou o circo num espetáculo planetário e bilionário, você a essa altura já sabe, foi “delicadamente” transformado em figura decorativa pelo grupo Liberty Media, que assumiu o controle acionário da Delta Topco, que é a empresa que detém o controle acionário dos direitos comerciais da categoria – e aí, a história é tão complicada que mereceria um post à parte, já que até o governo da Noruega, sabe-se lá porque, tem seu quinhão na coisa (e o CVC Capital Partners, que foi obrigado a se desfazer de suas ações, é daqueles fundos que reúne professoras aposentadas dos EUA que resolvem fazer o suado dinheirinho render um pouco mais).

Isso posto, fica a grande interrogação, que até agora ninguém soube esclarecer. Será que só agora, que o negócio foi aprovado, é que a Liberty resolveu agradecer os imensos serviços prestados por Mr. E transformando-o em figura decorativa? Porque ainda que o bigodudo Chase Carey seja quem manda (com a ajuda inquestionável de Ross Brawn), manter Ecclestone no paddock com papel ativo era quase uma obrigação. Foi assim quando o CVC assumiu e o ex-dono da Brabham estava no meio do escândalo das propinas do Bayerischen Landesbank (saúde, rs….). Pôs lá um ex-presidente da Nestlé que ninguém nem via, mas Bernie é quem seguia com as rédeas, as tiradas únicas, a experiência de quem viveu quatro décadas fazendo isso e que não sucumbiu aos 86 anos de idade.

E sempre que se falou na transição, no pós-Ecclestone, vinha a ideia de algo gradual, não uma “rasteira” pura e simples. Ou será que ele já sabia, já havia aceitado e está apenas sendo como sempre foi? De todo modo, muito me preocupa o conteúdo do post lá de cima do, não esqueçamos, atual campeão do mundo. Nico, que reconhece todo o mérito do ex-chefão (e quem seria louco de ignorar?) quer que Chase Carey traga as mudanças “mais que necessárias” e faça “nosso esporte extraordinário de novo”.  A questão é que Bernie sempre fez o que pôde, mas não foi ele o responsável pela adoção das unidades de potência, por exemplo, tampouco pôde aplicar alguma de suas ideias malucas, por mais que fossem balões de ensaio (chuva artificial, duas corridas, inversão de grid e até inversão de carro). E não sei se Carey e sua turma terão peito para encarar os times e propor novidades radicais no regulamento esportivo (não estou falando do técnico). Porque caminhos parecem haver apenas dois: ou se continua a expressão máxima da tecnologia e aí quem pode mais grita menos; ou, como gostaria Rosberg Jr., poderemos ter uma “Super GP2”, com todo o tipo de restrição e o máximo de componentes em comum, o que parece pouco provável. Eu não queria estar no lugar do executivo norte-americano. Assim como espero que Ecclestone não perca a vitalidade e a vontade de viver se realmente for posto em segundo plano…

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