Sauber C36: linda, mas…

“Fanalino di coda”. Em bom português, lanterninha. A condição que muito provavelmente espera pela Sauber em seu 25º ano no Mundial de Fórmula 1. O time suíço foi o segundo a mostrar sua máquina para a temporada e, por enquanto, no quesito beleza, ganha da Williams de goleada. De volta ao time de Hinwil, Jorg Zander, que andava pela Audi, fez valer a experiência como homem de aerodinâmica e o potente túnel de vento à disposição para conceber uma máquina com linhas agressivas e um pouco contra a corrente. Basta ver como as laterais não são tão estreitas quanto às dos times movidos pela unidade de potência da Mercedes – pelo visto, exigência do V6 Ferrari e de seus periféricos.

Pois Zander, ao que tudo indica, não reinventou a roda, apostando em soluções que já apareceram em outras máquinas. Lembra da entrada de ar bipartida nas Mercedes? O degrau nas laterais do assoalho apareceu primeiro na Ferrari. Belo ficou o desenho da carenagem integrada à barbatana de tubarão, assim como a asa traseira mostra a preocupação em aproveitar cada milímetro do que permitem as novas regras.

Pena para nós, brasileiros, que a mudança radical no conceito veio com um ano de atraso (esse era o discurso em 2016, atropelado pela falta de dinheiro, que fez do C35, de Felipe Nasr, cópia total do C34 da temporada anterior). Nada garante, no entanto, que o que está sob a bela embalagem seja novo – é perfeitamente possível partir do chassi 2016, com as devidas adaptações. A situação financeira da Sauber segue complicada – basta ver como não há quase patrocinadores, apenas os levados por Marcus Ericsson.

E como bem defendia o comendador Enzo Ferrari, carro bonito é o que ganha corridas, o que não será o caso por aqui. Dificilmente Renault e Toro Rosso (que volta a contar com os propulsores franceses) vão andar para trás, o que deixará Ericsson e Pascal Wehrlein falando sozinhos. Sem contar que a incapacidade (leia-se: $) de desenvolver o carro ao longo do ano é algo que vem dos tempos de Kimi Räikkönen e Felipe Massa. Os suíços se seguram no fato de que agora terão uma boa grana da FOM no caixa (são só 10 times, graças à extinção da Manor) e que sua continuidade no grid é fundamental para a Liberty Media e seu espetáculo. Lindo ficou mas, pelo visto, vai aparecer na telinha especialmente quando tiver de abrir caminho para os líderes, na base da bandeira azul… Ou será que não?

c5gomqnwcaemaav-jpg-large c5gtrb3wmaitzmv-jpg-large carc36_front_low_web

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s