Finalmente uma Renault Renault…

Talvez você esteja entre os mais de 50 mil internautas que acompanharam, em tempo real, a apresentação da Renault RS16, direto do Royal Agricultural Hall, em Londres. Ainda assim vale seguir pelo post sobre a nova máquina. De início, não deixa de ser curiosa a escolha do outro lado do Canal da Mancha para mostrar o que, na verdade, é o primeiro carro digno de receber a logo do losango desde a volta ao circo, no ano passado. Tudo bem que a sede é Enstone, que já foi de Toleman, Benetton, Renault, Lotus e agora volta a ser território de batalha dos compatriotas de Napoleão, mas Paris certamente teria sido mais adequada, mesmo porque, ultimamente, é o motor que tem falado mais de si (que o diga a Red Bull). A parceria com a BP/Castrol passa como um argumento justo para optar por terras inglesas.

Diante da situação financeira delicada do Grupo Genii Capital e da demora nas negociações entre as partes, o RS15 nada mais era que o chassi da finada Lotus, que já estava sendo usado em 2014. Que, se bobear, ainda carregava consigo algumas das ideias de James Allison que, nesse período, se mudou para a Ferrari e já está na Mercedes. Seu “afilhado” Bob Bell, homem também de aerodinâmica, ficou para comandar um time que quer fazer muito gastando nem tanto assim. E que deixa claras as ambições com a escolha da dupla de pilotos. Nico Hulkenberg merece há muito tempo seu primeiro pódio, mas dificilmente conseguirá fazer mais do que isso. E Jolyon Palmer, com todo o respeito que me merece, é apenas um coadjuvante digno, nada mais. Pouco para quem já teve Alain Prost (que participou do evento) e Fernando Alonso, entre outros.

Sem esquecer que Frederic Vasseur, que seria o nome adequado para “tocar o barco”, preferiu voltar à sua equipe ART depois de alegados problemas de choque de ideias com Cyril Abiteboul. E quando os dirigentes falam muito e os pilotos quase aparecem como coadjuvantes, fica claro que algo na maneira de pensar o time não está como deveria.

Por isso é que dá para cravar que, salvo surpresas, a briga será mais uma vez na meiúca, com Haas, Toro Rosso, Williams, McLaren e Force India, de preferência por bem mais pontos do que no ano passado  – o quinto lugar entre os construtores é uma meta ousada, mas realista. Até onde é possível ver, Bell mais uma vez fez sua parte, a traseira é impressionantemente estreita, as laterais curtas e parrudas (muito provavelmente os radiadores estão quase “dobrados”), mas, em linhas gerais, não foge do que se esperava e do que já foi mostrado – entradas de ar para o motor e a turbina separadas; barbatana, S-Duct na dianteira, bico largo e constante – parece que o trabalho de “packaging”; o empacotamento da unidade de potência e seus periféricos foi bem conduzido. Sempre vale lembrar que, pulo do gato, se há, ainda não apareceu. E que o trabalho a partir de segunda-feira em Barcelona é que dará uma primeira ideia do potencial dos franceses…

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