As duas últimas: STR12 e VF17

Pronto, a temporada de apresentações das máquinas para uma temporada de mudanças nas regras (e espera-se, também na relação de forças) no Mundial de Fórmula 1) está encerrada, com as duas “irmãs menores de”. A Toro Rosso STR12 poderia ser (como foi o caso nos primeiros anos, tanto mais agora que o regulamento permite) uma variação sobre o mesmo tema da Red Bull RB13, mas não é.  Mesmo contando novamente a partir deste ano com unidade de potência Renault, tal e qual a irmã maior, a escuderia de Faenza manteve o próprio rumo, valendo-se do talento e da competência de James Key e de todo o investimento feito no que já foi um dia a Minardi e hoje tem sede nova e um time azeitado, que tirou leite de pedra mesmo com uma unidade de potência Ferrari que era a de 2015, sem qualquer evolução.

Dito isso, a STR12 segue a própria linha, empatando com as demais nos quesitos bico/dianteira e barbatana de tubarão (já que estamos em tempos de Carnaval). Mas Key, ao que tudo indica, fez um carro mais curto do que a média e, principalmente, menos agressivo em termos aerodinâmicos, para ser eficiente em todo o tipo de circuito sem exigir mudanças radicais. Laterais e traseira apostam no conceito de ‘menos é mais’, sem, no entanto, chegar aos extremos dos times de ponta. Resta saber como foi feita a integração dos elementos da unidade de potência no espaço disponível e aí sim as informações da Red Bull devem ter servido um bocado para ganhar tempo. Se a mecânica ajudar, o que nem sempre foi o caso ano passado, é carro para novamente brigar entre sétima e décima posições, com um ou outro “brilharete”, como dizem os portugueses.

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Já a Haas VF17 chama a atenção, em primeiro lugar, pela falta de patrocinadores externos (o Windshear, na lateral da asa dianteira, é o túnel de vento em escala 1:1 na Carolina do Norte considerado o mais eficiente do mundo e que… também pertence a Gene Haas). Impressionante como a ótima temporada de estreia não animou nenhuma empresa, norte-americana ou não, a estampar a marca no carro do time “Stars and Stripes”. Ou então Haas continua fiel à história de que quer promover sua empresa, líder na fabricação de máquinas de usinagem eletrônica, deixando para depois o reforço no orçamento.

No mais, o modelo deste ano parece (e no fundo é) um CTRL C + CTRL V do antecessor, claro que anabolizado com as dimensões e pneus maiores. Motor, suspensão e câmbio vêm prontos da Ferrari e a turma da Dallara concebe o chassi com base nas características do conjunto “made in Maranello”. Deu certo ano passado, não tem porque não dar neste – e aqui também a ordem parece ser contar com a base mais sã possível para não quebrar a cabeça a cada GP em busca do novo acerto, ou depender de dezenas de novidades a cada prova para manter o terreno. Seria mesmo loucura diante da proposta optar por soluções muito radicais ou diferentes, que a ordem é fazer bonito com o que se tem.

Estrelas reveladas, agora começa a festa dos testes, o jogo do esconde-esconde, do quem andou como e porque, das especulações e apostas, sempre em meio àquela frase mais batida do que carro de Pastor Maldonado: “vamos ver como está cada um mesmo em Melbourne”. Que seja então…

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