Quando a vida imita a arte…

Ator faz o papel de piloto em um filme, se apaixona pela experiência e resolve transformá-la em realidade, acelerando pra valer em uma competição oficial. Sim, você pode ter pensado em Paul Newman (ou mesmo em James Garner), mas o personagem da versão atual da história fala outra língua. Stefano Accorsi foi chamado pelo diretor Matteo Rovere para o papel de, digamos assim, principal coadjuvante, em “Veloz como o vento”, obra que não veio para o Brasil, mas bem poderia.

Ele é o irmão da personagem principal Giulia, uma promissora piloto de GT que começa a viver momentos de dúvida – mais do que isso, é um ex-piloto de rally que tenta se livrar das drogas e encontra, na chance de ajudar a irmã, um caminho para vencer seus dramas.

Já na época das gravações Accorsi teve a chance de mergulhar ainda mais no universo do automobilismo graças às aulas do decacampeão italiano de rally Paolo Andreucci – para as filmagens foi usado um lendário Peugeot 208 T16 do Grupo B (década de 1980). E pôs na cabeça que gostaria de pilotar de verdade, não nos ralis, mas nos autódromos. Alguns treinos depois, lá estava Accorsi no grid da primeira etapa do Italiano de Turismo TCR, em Adria, com um Peugeot 308 MI16, formando dupla com o piloto Massimo Arduini.

Accorsi teve de lidar com o dilúvio que se abateu sobre o circuito na corrida em que andaria e, apesar de uma penalização de 25 segundos (foi um dos vários) por desrespeito dos limites de pista, recebeu a bandeirada em um honroso 12º lugar, com uma volta cinco segundos mais lenta que a do melhor carro de sua equipe (a bem da verdade, apesar de bem mais experiente, Arduini, com a pista seca, conseguiu o mesmo resultado). Na qualificação, ficou a 4s4 da pole geral, com um carro bem menos potente que o Honda Civic TCR de Eric Scalvini, vencedor das duas baterias.

Na condição de quem ainda pode evoluir muito, o agora ator e piloto, corajoso por ter estreado numa categoria em que as máquinas chegam aos 300cv, pretende repetir a experiência. Que o bichinho da velocidade se instalou sem cura é fato. E é sempre muito legal quando a vida acaba imitando a arte…

 

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