E quando a vida vira arte… A saga da Família Gasolina

  • O texto abaixo foi publicado na página Velocidade do Jornal Hoje em Dia, que toda quinta-feira traz novidades e curiosidades do automobilismo e do motociclismo (mineiro, em especial). E vale muito ser reproduzido no blog, assim como vale acompanhar o documentário que mostra a história da família Da Matta. Uma justa homenagem a uma turma (e aí não entram apenas os protagonistas principais, Toninho e Cristiano, mas também a mulher e mãe Marilu e os filhos/irmãos Gustavo e Felipe) que, ao lutar em nome da paixão pela velocidade, escreveu belas páginas do automobilismo brasileiro e mundial… Não deixe de ver (e o vídeo está logo abaixo, para não dar trabalho).

Sabe aquelas histórias reais tão boas que dariam um filme? E o caso da saga da família Da Matta nas pistas, que se transformou no documentário Família Gasolina, dirigido por Guilherme Malburg, e que pode ser assistido no YouTube, no goo.gl/SVdw41 – aliás, é obra mais que recomendada para quem gosta da velocidade, de divertidos (e outros nem tanto) episódios de bastidores e quer conhecer melhor uma fase de ouro do automobilismo brasileiro.

Ao longo de uma hora e 22  minutos, é possível mergulhar numa máquina do tempo que leva aos tempos de Toninho da Matta no kart, o início brilhante correndo muitas vezes em circuitos de rua improvisados e o acidente que prejudicou o sonho de acelerar no exterior, o que acabaria realizado anos mais tarde pelo herdeiro Cristiano – o pai ainda conquistaria vários títulos brasileiros de Marcas transformando a paixão em profissão e forma de sustento da família.

E do baú de recordações dos Da Matta surgem ainda imagens de um jovem Cristiano dando seus primeiros passos no kart e surpreendendo adversários mais experientes e com melhor equipamento. Há ainda uma rivalidade que se tornaria lendária com Hélio Castroneves, o sucesso na Indy, a chegada e a decepção com o mundo da F-1, tudo contado pelos personagens principais, pelos irmãos Gustavo e Felipe e completado com depoimentos de rivais/amigos (Felipe Giaffone, Christian Fittipaldi) e jornalistas que acompanharam a trajetória de pai e filho, como Lito Cavalcanti.

Toninho, que depois de gravar seus depoimentos só quis ver a obra acabada, admite que as lágrimas não foram poucas. “Eu fiquei em êxtase. Apesar de ter vivido tudo isso, nem sempre consegui ter a noção real de tudo o que passamos e do que conseguimos. E olha que nem tudo foi coisa boa, houve momentos muito difíceis. Além de tudo o trabalho do Guilherme foi sensacional”, explica o ex-piloto, que só sentiu falta da presença de uma integrante da Família Gasolina, a mulher, Marilu. “Ela passou por tudo isso duplamente, como esposa e mãe, sempre me ajudou nas minhas loucuras e depois sofreu ao ver o Cristiano acelerando a quase 400 quilômetros por hora”.

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