A “nova” Indy: na realidade será assim

Sem grande alarde, mas de forma constante e progressiva, a Indy vem retomando parte do prestígio perdido quando da divisão que levou à formação da IRL, quando um campeonato que talvez só perdesse para a F-1 em termos de movimentação e fãs espalhados pelo mundo se tornou “apenas mais uma categoria de monopostos”. A unificação trouxe um novo panorama, mas os graves acidentes que culminaram na morte de Dan Wheldon, em 2011 acabaram exigindo praticamente um recomeço em todos os aspectos.

E uma das consequências daquele triste momento foi a adoção de um chassi que, embora praticamente perfeito em termos de proteção e segurança, paga um alto preço pelo visual, com um quê de protótipo de um jeitão revolucionário que nunca empolgou, seja na configuração para os superspeedways, seja na usada em mistos e ovais curtos. Os carros não eram “racy” o suficiente – traduzindo de modo simples, não tinham a cara de carro de corrida esperada para a categoria. Sensação que se tornou ainda mais clara quando a Indycar resolveu liberar os kits aerodinâmicos próprios, que pesaram nos orçamentos e, no frigir dos ovos, não fizeram tanta diferença assim.

Pois se há algo de que não dá para criticar é a falta de capacidade de reflexão de organizadores e times, a humildade de reconhecer que é possível (ou mesmo necessário) mudar. Neste caso, evoluir para a simplicidade e a racionalidade. Honda e Chevrolet estavam gastando os tubos para tentar alguma vantagem nas pequenas áreas cinzentas do regulamento, mas os respectivos motores continuavam fazendo a diferença. Nada mais inteligente do que acabar com os kits diferenciados, voltar a um pacote único para o DW12 e, ainda por cima, mais clean. O que não significa menor segurança – as barras anti-intrusão nas laterais, a maior espessura da proteção no cockpit, o posicionamento dos radiadores e  mesmo o desenho das asas para impedir voos foram adotados para 2018. Além disso, o “wicker” ao longo do bico ficou bem maior justamente para impedir choques como o que deu fim à carreira de Dario Franchitti.

As primeiras imagens do kit 2018 foram reveladas na véspera dos primeiros testes e, por mais que esboços e desenhos já antecipassem o resultado final, ao vivo é outra coisa. E o objetivo, ao menos no que diz respeito ao desenho, foi plenamente atingido, fazendo lembrar a era gloriosa dos anos 90. Caberá agora a Juan Pablo Montoya e Oriol Servia recolher as impressões da pista para fazer os últimos ajustes, mas certamente haverá pouco a fazer considerando-se a expertise da Dallara, justamente escolhida para o desenvolvimento do novo pacote. Acelerando, a renovada Indy tem tudo pra ficar ainda mais sensacional. E se os custos serão menores (nada de túnel de vento, protótipos, etc…), tanto melhor…

 

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