Renault RS18: a eterna incógnita

Confesso que ainda não entendi qual é a da Renault na Fórmula 1 desde que os franceses recompraram a Lotus (que antes era… Renault). Desde o começo ficou claro que o chefão Carlos Ghosn manteria bem apertados os cordões da bolsa (de dinheiro) e que, na base do trabalho e da criatividade “La Régie” tentaria encostar no pelotão da frente, voltando, se não aos tempos de Prost e Arnoux (que não valeram títulos), aos de Fernando Alonso (que renderam dois).

E se o carro de 2016 nada mais era do que o Lotus do ano anterior algo modificado diante da pressa do acordo com o grupo Genii Capital, a do ano passado, concebida pela turma do inglês Bob Bell, seria uma Renault 100%, tanto mais com a chance de aproveitar as novas regras para ganhar competitividade. Mas eis que, apesar do esforço e do talento de Nico Hulkenberg e da chegada tardia de Carlos Sainz Junior, um sexto lugar entre os Construtores batendo a Toro Rosso (com os mesmos propulsores) foi tudo o que se conseguiu, com algum brilho no terço final da temporada.

Pois as primeiras imagens do RS18, também mostrado nesta terça-feira, sugerem que a armada franco-inglesa (a sede de motores está em Viry, enquanto a de chassis em Enstone) segue apostando nos passos discretos. As linhas aerodinâmicas são uma evolução do que se viu em 2017 – o bico de largura constante, a curvatura da carenagem e o esforço para reduzir ao máximo as dimensões das laterais, aproveitando-se da área embaixo delas para favorecer a passagem do ar.

Até mesmo o “Aerochat” (como assim, você não conhece o Aerochat?) permanece onde estava. Eu explico: trata-se do defletor colocado ao lado das tomadas de ar laterais que, depois de pronto, descobriu-se, realmente parecia um gato (como gato em francês é chat, o próprio time embarcou na brincadeira).

E se no caso da Red Bull o problema está menos no chassi e mais no que vai atrás dele, no caso do RS18 os dois aspectos preocupam e pesam igualmente. É preciso mostrar confiabilidade e eficiência, de preferência com um carro “amigo”, que não exija virar as regulagens de ponta a cabeça para obter o melhor rendimento. Como por enquanto tudo é lindo e otimista, deixemos o implacável veredicto das pistas mostrar o que se pode esperar de um time que tem tudo para fazer muito melhor do que vinha fazendo.

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