McLaren MCL33: o carro da redenção?

De véspera, antes mesmo que circulasse uma foto “roubada” que mostrava a capa sobre a nova McLaren esvoaçante ao vento já havia quem cravasse que o laranja papaia (sim, parece salada de frutas) e o azul seriam as cores da última criação de Woking, o MCL33. Diz a equipe que procurou atender aos anseios dos fãs, e é verdade que ficou bem mais interessante do que a combinação usada nos tempos de Honda, que pouco lembrava a tradição iniciada pelo fundador Bruce McLaren.

O leitor sabe que a decoração era o último dos problemas de uma escuderia que padeceu nos três últimos anos à espera do momento em que a frase tantas vezes dita finalmente se concretizasse. “Ah, mas é a Honda, uma hora eles acertam e aí ninguém segura”. Pode acontecer de agora em diante, na Toro Rosso, mas não foi o caso em um relacionamento pra lá de trabalhoso e infrutífero. Capaz de moldar a paciência de um normalmente tenso e explosivo Fernando Alonso, consciente de que quebras, punições e belas corridas terminadas antes da bandeirada seriam seu horizonte.

Depois de namorar todos os fornecedores de motor e cogitar até mesmo um retorno à Mercedes (ou um improvável conjunto McLaren-Ferrari), a turma agora comandada por Zak Brown acabou optando pela Renault, que era o que havia de mais concreto à disposição. E como há confiança total no trabalho capitaneado por Tim Goss em termos de chassi e suspensão, a conversa é de que, por incrível que pareça, o 33 seria uma evolução do 32.

E realmente é, especialmente na dianteira, bastante semelhante. Mas, do cockpit em diante (esqueçamos o Halo), muita coisa mudou, e provavelmente por conta das exigências da unidade de potência francesa, menores que a da equivalente japonesa. Nada de entrada de ar dupla ou tamanho XL sobre a cabeça do piloto; laterais ainda mais estreitas e um aspecto geral menos parrudo – ficou muito bonita, além de tudo.

Com as marcas de Petrobras e Lubrax na decoração (fornecimento de combustíveis e lubrificantes apenas a partir de 2019), outro aspecto que chama a atenção é a quase ausência de patrocinadores. O nome da fornecedora de motores está lá miudinho, até mesmo porque é pago, e muito. E um dos patrocinadores que aparece no bico, a Kimoa, é uma marca de moda jovem que tem como um dos sócios um certo… Fernando Alonso. Brown é um homem de marketing e deve saber onde está pisando mas, vai que a barata rende o suficiente para voltar a brigar na ponta, será que teremos grana para bancar o desenvolvimento? A ver…

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