Por onde anda… (parte 1)

Está decretada a criação de uma nova seção no blog: o “Por onde anda”. Ainda não sei qual a periodicidade, se será possível conseguir personagens interessantes sempre mas, quando houver e valer a pena contar, será contado. Começando por um dos pilotos mais batalhadores que o automobilismo brasileiro revelou nos últimos 30 anos, pelo menos. Um cara que quase vendia o almoço para pagar o jantar ao começar no kart, comeu o pão que o diabo amassou e não teve vida simples nas várias etapas que o levariam à condição de piloto da F-Indy, vencendo pelo caminho F-Barber, F-Dodge, Pro Mazda, F-Atlantic, Indy Lights e etapas da Grand-Am e da American Le Mans Series, além, é claro, de uma prova na Stock Car.

Sim, Rafa Matos estará em ação novamente na categoria brasileira no fim de semana, em Interlagos, mas segue acelerando lá fora com a competência habitual. E está muito, mas muito próximo de fincar a bandeira verde e amarela em mais um campeonato. Uma série que quase foi extinta mas, nos últimos cinco anos, vem retomando o prestígio dos tempos de glória, quando chegou a contar com times oficiais de Audi, Nissan, Oldsmobile e Pontiac.

A Trans-Am é, a grosso modo, uma versão “estradeira” da Nascar, apenas com traçados mistos e de rua; a Pirelli como patrocinadora oficial e muita gente boa com todos os tipos de experiência – gente da própria Nascar, da endurance, veteranos dos tempos de ouro e alguns gentlemen drivers. Como Doug Peterson, dono do time HP Tech que resolveu convidar ano passado o piloto de Belo Horizonte para uma primeira experiência no comando do Camaro 88, uma besta de chassi tubular empurrada por um bruto V8 sem ajudas eletrônicas. Automobilismo “de raiz”. E em cinco etapas de 2017 foram uma pole e um pódio.

Rafa está inscrito na TA2, teoricamente a segunda de quatro categorias mas, na prática, a mais forte, equilibrada e emocionante (a TA1, com monstros que chegam aos 800cv, tem reunido não mais que meia dúzia de pilotos). Em Sebring, na abertura do campeonato, domingo passado, eram 32 máquinas no grid, que tinha como pole um certo Rafa Matos. Por boa parte das 27 voltas ele chegou a liderar com folga, até que duas bandeiras amarelas permitiram a aproximação do pelotão. Sem pneus traseiros, não houve como evitar a ultrapassagem de Mark Miller, com um Dodge Challenger que, segundo o brasileiro, tem algo em torno de 25 cavalos a mais.

Mais um segundo lugar na bagagem e, como Rafa mesmo disse, “bons pontos” pensando na ótica do título. Ao que tudo indica, não demora muito para termos a primeira vitória brasileira na Trans-Am. Dos poucos territórios ainda não conquistados por nossos bravos volantes, como diria o antigo comentarista. Quem sabe não venha de quebra o primeiro título? Se depender do piloto…

Trans-Am Series/divulgação

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